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BRB em Novas Águas: Delação no Caso Banco Master Avança e Desvenda Esquema de Corrupção

Por Expresso Rio  ·  18 de Maio de 2026  ·  12:26

BRB em Novas Águas: Delação no Caso Banco Master Avança e Desvenda Esquema de Corrupção
Paulo Henrique Costa - Reprodução

A possível delação premiada do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, passou a ser tratada nos bastidores da investigação como um dos movimentos mais sensíveis envolvendo o caso Banco Master. Segundo informações divulgadas por fontes ligadas às apurações, o executivo deve assinar ainda nesta semana o termo de confidencialidade com a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

O avanço das negociações ocorre poucos dias após a transferência de Paulo Henrique da Penitenciária da Papuda para a chamada “Papudinha”, em Brasília. A movimentação é vista nos bastidores como um indicativo de avanço nas tratativas para um acordo de colaboração premiada.

De acordo com a investigação, Paulo Henrique Costa teria recebido R$ 146 milhões em supostas vantagens indevidas para favorecer interesses do Banco Master em operações envolvendo o BRB.

Segundo apuração, o termo de confidencialidade representa a fase inicial do processo de colaboração premiada. O documento garante sigilo das informações compartilhadas e estabelece proteção jurídica tanto para o colaborador quanto para os investigadores.

Esse procedimento também teria sido adotado anteriormente por Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, antes das negociações relacionadas ao seu próprio acordo com as autoridades.

Após a assinatura do termo, Paulo Henrique poderá apresentar informações sobre fatos que presenciou, indicar possíveis envolvidos e detalhar a estrutura investigada pela PF.

Conforme as regras da colaboração premiada, a delação precisa apresentar fatos inéditos e comprováveis para que possa ser validada pelas autoridades competentes.

Segundo a Polícia Federal, as investigações da Operação Compliance Zero apontam possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Entre os crimes citados pelos investigadores estão:

  • gestão fraudulenta ou temerária de instituição financeira;
  • corrupção;
  • lavagem de dinheiro;
  • organização criminosa.

A PF apura se operações financeiras envolvendo o BRB e o Banco Master teriam sido utilizadas para favorecer interesses privados dentro da estrutura bancária.

O caso ganhou repercussão nacional após o avanço das investigações atingir nomes ligados ao alto escalão do sistema financeiro.

A transferência de Paulo Henrique Costa foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão assinada no último dia 8 de maio.

No pedido enviado ao STF, os advogados Eugênio Aragão e Davi Tangerino informaram o interesse do ex-presidente do BRB em negociar um acordo de colaboração premiada.

Segundo os defensores, o executivo demonstrou intenção de cooperar com as autoridades, embora tenham ressaltado que a efetivação da delação depende de diversos fatores jurídicos e processuais.

A defesa também pediu que Paulo Henrique fosse ouvido pela Procuradoria-Geral da República em ambiente de máxima confidencialidade.

Nos bastidores da investigação, fontes apontam que Paulo Henrique busca fechar um eventual acordo antes de Daniel Vorcaro. A estratégia teria como objetivo ampliar os benefícios jurídicos previstos na legislação para colaboradores.

Segundo informações ligadas à apuração, a colaboração poderá incluir relatos sobre pessoas que estariam em posição hierárquica superior dentro do suposto esquema investigado.

Investigadores avaliam que a delação pode abrir novas frentes de apuração envolvendo operações financeiras, contratos e movimentações consideradas estratégicas para o avanço do caso.

O avanço das tratativas para a colaboração premiada amplia a pressão sobre os investigados e aumenta a expectativa em torno das próximas fases da operação.

Especialistas do setor financeiro acompanham o caso diante do potencial impacto institucional envolvendo bancos, órgãos reguladores e possíveis reflexos no mercado.

O caso também passou a ser acompanhado politicamente em Brasília devido ao envolvimento de órgãos federais como a Polícia Federal, a PGR e decisões do Supremo Tribunal Federal.

Até o momento, as investigações seguem em andamento e não há condenação definitiva relacionada aos fatos apurados.

 

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