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Cruzeirense é condenado a 67 anos de prisão por emboscada que matou atleticano

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Cruzeirense é condenado a 67 anos de prisão por emboscada que matou atleticano

Samuel Paixão de Souza, integrante da torcida organizada Máfia Azul, recebeu pena de 67 anos de prisão pela emboscada contra um ônibus com torcedores do Atlético-MG, em Belo Horizonte, em 2021. O ataque matou Matheus de Freitas Ferreira, de 20 anos, e deixou outras pessoas feridas.

O Tribunal do Júri condenou Samuel na noite desta quarta-feira (12) por um homicídio triplamente qualificado, um homicídio tentado triplamente qualificado e cinco tentativas de homicídio duplamente qualificadas. A sessão, presidida pela juíza Maria Beatriz Fonseca Biasutti, terminou às 22h51.

Samuel não compareceu ao julgamento. Diante da ausência, a magistrada determinou a expedição de um mandado de prisão contra o réu.

O Conselho de Sentença reuniu cinco homens e duas mulheres. O julgamento de Samuel havia sido adiado depois que a defesa alegou problemas de saúde.

Emboscada ocorreu após jogo entre Atlético-MG e Fluminense

O ataque ocorreu na noite de 28 de novembro de 2021, após a partida entre Atlético-MG e Fluminense no Mineirão. Integrantes da Galoucura e outros atleticanos seguiam em um ônibus da linha 6350 quando o grupo cercou o veículo na Região do Barreiro.

As investigações apontaram que os agressores usaram paus, barras de ferro, fogos de artifício e coquetéis molotov. O ônibus ficou destruído durante a ação.

Matheus sofreu ferimentos graves e morreu dois dias após a emboscada. Familiares e amigos sepultaram o jovem no Cemitério da Paz, em Belo Horizonte, e cobraram punição aos responsáveis.

O Ministério Público denunciou os envolvidos por homicídio, tentativas de homicídio e associação criminosa. A investigação identificou integrantes da Máfia Azul, torcida organizada do Cruzeiro, entre os suspeitos do ataque.

Outros três réus pelo caso foram julgados na quarta-feira (29). O Tribunal de Justiça de Minas Gerais anulou condenações anteriores por irregularidades processuais, o que levou à realização dos novos julgamentos.

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