A Conmebol recebeu um relatório de suspeita de manipulação envolvendo a partida entre Independiente Rivadavia e Fluminense, válida pela quarta rodada do Grupo C da Libertadores, disputada no dia 6 de maio, em Mendoza, na Argentina. O confronto terminou empatado em 1 a 1, mas o foco da investigação passou a ser um cartão amarelo aplicado ainda no primeiro tempo.
Segundo informações reveladas inicialmente pelo ge, o alerta foi gerado após um volume considerado anormal de apostas em uma pequena casa de apostas da Argentina. A movimentação chamou atenção dos sistemas de monitoramento ligados ao mercado esportivo e acabou encaminhada à Conmebol.
Cartão amarelo virou alvo da investigação
A suspeita recai sobre o volante Tomás Bottari, de 25 anos, jogador do Independiente Rivadavia. Ele recebeu cartão amarelo aos 36 minutos da etapa inicial, quando o placar ainda estava em 0 a 0.
No lance, o Fluminense tentava sair rapidamente para o ataque quando Bottari interceptou com o braço um passe de Castillo para Acosta. O árbitro uruguaio Gustavo Tejera aplicou imediatamente a advertência.
De acordo com a súmula da partida, aquela foi a primeira falta cometida pelo volante no jogo. Ao longo do confronto, Bottari terminou com apenas duas infrações registradas.
Até o momento, não há confirmação oficial de manipulação. A Conmebol informou, segundo nota enviada ao ge, que não comenta casos em apuração. As investigações são conduzidas internamente pela Unidade Disciplinar da entidade.
Conmebol prevê punições severas
O Código Disciplinar da Conmebol prevê punições rígidas em casos de manipulação esportiva. Conforme o regulamento da entidade, envolvidos podem receber suspensão de até cinco anos de qualquer atividade ligada ao futebol em caso de condenação.
Em situações consideradas mais graves, a sanção pode se tornar vitalícia. O código disciplinar também prevê possibilidade de punições esportivas aos clubes envolvidos, incluindo derrota administrativa, caso seja comprovada participação direta de atletas em esquemas de manipulação.
Mercado de apostas amplia fiscalização no futebol
Nos últimos anos, o futebol sul-americano passou a enfrentar aumento expressivo de investigações relacionadas ao mercado de apostas esportivas. Diversas federações e entidades internacionais têm ampliado mecanismos de monitoramento após episódios registrados em campeonatos nacionais e competições continentais.
A movimentação considerada fora do padrão costuma ser detectada por empresas especializadas em integridade esportiva, responsáveis por identificar apostas suspeitas, especialmente em eventos específicos como cartões, escanteios e faltas.
No caso da Libertadores, o alerta envolvendo Independiente Rivadavia e Fluminense ocorreu justamente por conta da concentração incomum de apostas relacionadas ao cartão amarelo aplicado em Bottari.
Fluminense não é alvo da apuração
Até o momento, a investigação não aponta qualquer envolvimento do Fluminense no caso. Segundo informações divulgadas, o foco da análise está concentrado exclusivamente na movimentação atípica detectada no mercado de apostas e no lance envolvendo o jogador argentino.
O caso segue sob análise da Unidade Disciplinar da Conmebol, que poderá decidir pela abertura formal de um processo caso encontre indícios suficientes para aprofundar a investigação.
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