Um carro da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) foi atacado com um coquetel molotov, na noite desta quinta-feira (23), em Copacabana, na Zona Sul do Rio. O veículo estava estacionado próximo à Praça Serzedelo Corrêa quando um homem lançou o artefato incendiário. Agentes da Seop conseguiram controlar as chamas, e ninguém se feriu.
Em publicação nas redes sociais, o prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que a ação pode ser represália ao programa Tolerância Zero, criado para combater o comércio irregular na orla carioca.
Cavaliere também declarou que o programa combate uma estrutura de exploração ilegal da orla, com cobrança de taxas, aluguel de pontos e venda de produtos sem procedência, supostamente ligados ao crime organizado. “As tentativas de represália são claras e agora chegaram ao ponto de usar explosivos contra autoridades públicas em Copacabana”, escreveu.
Assista ao vídeo:
🚨 MOLOTOV EM COPACABANA | Cavaliere repudiou ação e disse que crime pode estar ligado ao avanço do programa Tolerância Zero
Reprodução (eduardo.cavaliere) pic.twitter.com/47VM1MB8JU
— (@agendadopoder) July 24, 2026
Investigação e polêmica
O caso é investigado pela 12ª DP (Copacabana), que pediu imagens de câmeras de monitoramento e realiza diligências para identificar os autores do ataque.
O programa Tolerância Zero entrou em vigor na semana passada e provocou protestos de ambulantes em Copacabana e Ipanema. Entidades que representam a categoria criticam a falta de diálogo com a prefeitura e cobram medidas de regularização para os trabalhadores informais.
O Ministério Público Federal (MPF) também ajuizou ação para suspender o programa nas praias da Zona Sul, alegando ausência de diálogo com a União e com a sociedade civil. Já a prefeitura defende que a iniciativa busca ordenar o espaço público, reforçar a segurança e combater atividades ilegais na orla.