Uma brasileira de 37 anos foi perseguida e morta com golpes de facão na cidade de Marche-en-Famenne, no sul da Bélgica, em um crime que chocou moradores pela extrema violência. Outra brasileira ficou gravemente ferida, conseguiu escapar do ataque e está fora de risco. O caso é investigado pelas autoridades belgas, enquanto o Itamaraty presta assistência à sobrevivente e aos familiares da vítima.
A vítima foi identificada como Silvilene Rocha, natural de Conselheiro Lafaiete, em Minas Gerais. Segundo informações divulgadas pela imprensa belga, o ataque aconteceu na madrugada de segunda-feira (13), entre meia-noite e 1h, na avenida de la Toison d’Or, onde as duas brasileiras moravam.
De acordo com as investigações iniciais, Silvilene tentou fugir do agressor após o início do ataque dentro da residência. Ela foi perseguida por um homem de 20 anos, que a alcançou na rua e desferiu diversos golpes de facão. A brasileira morreu em via pública, próximo a uma agência bancária.
Vestígios de sangue foram encontrados por vários metros ao longo da avenida. Uma testemunha que tentou prestar socorro classificou a cena como de “extrema violência”, segundo relato à emissora belga TV Lux.
A companheira de Silvilene, uma brasileira de 26 anos, também foi atacada durante a ação criminosa. Ela conseguiu escapar, recebeu atendimento médico e permanece hospitalizada em estado estável, sem risco de morte, conforme informações das autoridades locais.
Suspeito confessou o crime
Ainda segundo a imprensa belga, o suspeito, morador de Marche-en-Famenne, confessou o assassinato após ser preso. A identidade dele não foi divulgada pelas autoridades.
O jovem permanece detido e deverá passar por uma audiência na sexta-feira (17), quando a Justiça belga decidirá sobre a manutenção de sua prisão preventiva.
Durante a investigação, outras três pessoas chegaram a ser detidas por suspeita de envolvimento no caso, mas foram liberadas após os primeiros levantamentos policiais.
Motivação ainda é investigada
A polícia da Bélgica ainda não informou o que motivou o ataque. A imprensa local divulgou que o imóvel onde as duas brasileiras residiam era alugado e estaria sendo investigado pelas autoridades.
Até o momento, porém, não há confirmação oficial de qualquer relação entre essa informação e o assassinato, e as autoridades afirmam que a investigação segue em andamento.
Itamaraty acompanha o caso
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que o Consulado-Geral do Brasil em Bruxelas está prestando assistência consular à brasileira sobrevivente e aos familiares de Silvilene Rocha.
O Itamaraty afirmou ainda que, por questões de privacidade, não divulga detalhes sobre o atendimento prestado nem informações pessoais dos brasileiros assistidos no exterior.