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Após novos ataques de Milei, Brasil rebaixa relação com Argentina

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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Após novos ataques de Milei, Brasil rebaixa relação com Argentina
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O governo brasileiro decidiu rebaixar a relação diplomática com a Argentina após Javier Milei repetir ataques contra o presidente Lula. O embaixador Julio Bitelli permanecerá em Brasília, e os contatos em Buenos Aires passarão a ser conduzidos no nível de encarregado de negócios.

Segundo a CNN Brasil, a decisão foi comunicada nesta terça-feira (4) ao embaixador argentino em Brasília, Guillermo Daniel Raimondi, que também recebeu uma nota de protesto do Itamaraty. A medida foi tomada após Milei voltar a insultar Lula em três ocasiões desde a primeira convocação do diplomata, em 26 de julho.

A Folha de S.Paulo informou que Raimondi foi avisado de que pode retornar a Buenos Aires porque o governo brasileiro deixará de tratá-lo como seu principal interlocutor. Ele não foi expulso nem declarado persona non grata, mas as negociações passarão a ocorrer com o encarregado de negócios argentino.

Na capital argentina, a embaixada brasileira ficará sob a responsabilidade do ministro-conselheiro Eduardo Uziel. O governo Milei ainda deverá decidir se manterá Raimondi em Brasília ou se adotará uma medida equivalente contra a representação brasileira.

A crise começou depois que Milei participou da convenção do PL que lançou Flávio Bolsonaro à Presidência. Em seu discurso, o argentino chamou Lula de “presidiário” e “ladrão” e se referiu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, como “lixo careca”.

O Itamaraty convocou Raimondi para transmitir sua repulsa e trouxe Bitelli de volta para consultas. Apesar da reação brasileira, Milei repetiu e defendeu as ofensas em entrevistas à imprensa argentina, enquanto seu chanceler, Pablo Quirno, afirmava que o governo não pretendia romper a relação bilateral.

O rebaixamento não representa o rompimento diplomático nem o fechamento das embaixadas. Os dois países continuarão mantendo canais oficiais, mas sem seus embaixadores à frente das tratativas. Segundo diplomatas ouvidos pela imprensa, a medida é inédita na história recente da relação entre Brasil e Argentina.

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