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Aliado de Lula vê “desespero” do PL ao contestar pesquisas em TSE

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Aliado de Lula vê “desespero” do PL ao contestar pesquisas em TSE

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, amigo pessoal e coordenador da campanha do presidente Lula em São Paulo, afirmou que o PL age por “desespero” ao questionar pesquisas de intenção de voto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Marco Aurélio disse que a campanha de Lula não vê motivo para preocupação adicional com as ações movidas pelo partido de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra levantamentos eleitorais. Na avaliação dele, a ofensiva decorre da perda de apoio político.

“O que falta aos bolsonaristas é voto. Eles estão perdendo o que tinham. Isso justifica o desespero, mas não há nenhuma preocupação adicional com esses questionamentos”, afirmou o advogado em conversa com o Metrópoles.

PL levou pesquisa Atlas/Bloomberg ao TSE

Marco Aurélio também acusou o grupo político de Flávio Bolsonaro de tentar contestar resultados desfavoráveis. “Isso só revela uma postura recorrente de espernear, de tentar brigar com a realidade, o que não é exatamente uma surpresa para um grupo que nega o óbvio, adota posições anticiência, antivacina e antimedicina, entre outras”, disse.

A campanha de Flávio acionou o TSE para questionar a pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada em 1º de julho. O PL alega que o instituto não apresentou, dentro do prazo legal, dados específicos do levantamento.

A pesquisa contestada pelo partido mostra Lula à frente em um eventual segundo turno, com 48,8% das intenções de voto. Flávio aparece com 42,3% no mesmo cenário.

Essa é a segunda investida do PL contra levantamentos da Atlas. Em junho, o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, acolheu um pedido do partido e determinou a suspensão de uma pesquisa sob o argumento de que o questionário induziu as respostas dos entrevistados.

A pesquisa Genial/Quaest divulgada em 15 de julho aponta que Flávio perdeu força entre eleitores de direita que não se identificam como bolsonaristas. Nesse recorte, o apoio ao senador caiu de 74% em maio para 54% em julho, uma queda de 20 pontos percentuais.

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