A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu avançar com a escolha de seu novo presidente antes de uma definição do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o formato do mandato-tampão no governo estadual. A medida foi definida nesta quarta-feira (15), durante reunião do colégio de líderes conduzida pelo presidente em exercício, Guilherme Delaroli.
A reunião foi convocada em meio à pressão de parlamentares da base, que cobravam uma solução rápida para o impasse institucional instalado na Casa. O objetivo principal do encontro foi estabelecer os próximos passos para a realização de um novo pleito interno, após decisões judiciais que invalidaram o processo anterior.
Durante a discussão, ficou definido que a Mesa Diretora irá anular formalmente a sessão que havia eleito o deputado Douglas Ruas, cuja escolha acabou sendo suspensa pela Justiça. Com isso, será convocada uma nova eleição, com expectativa de realização até a próxima sexta-feira (17).
A intenção inicial entre os parlamentares era buscar um acordo político que evitasse o prolongamento das disputas judiciais. No entanto, já nos primeiros momentos da reunião, ficou evidente que não havia consenso suficiente para encerrar o conflito.
O cenário se agravou com a continuidade da judicialização. Durante o encontro, o deputado Luiz Paulo informou ter ingressado com um mandado de segurança no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A ação solicita que a Assembleia se abstenha de convocar uma nova eleição até que o STF se manifeste sobre a forma de escolha do governador em eventual mandato-tampão se por eleição direta ou indireta.
A medida reforça o ambiente de insegurança jurídica que envolve tanto a sucessão no Executivo estadual quanto a condução dos trabalhos internos do Legislativo fluminense.
Além do impasse jurídico, a composição da Alerj também passou por mudanças recentes. A reunião ocorreu após o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro homologar a retotalização dos votos das eleições de 2022. Com isso, o delegado Carlos Augusto foi confirmado como novo deputado, assumindo a vaga deixada por Rodrigo Bacellar, que teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
O processo também garantiu a efetivação do deputado Renan Jordy, consolidando alterações na configuração da Casa. As mudanças impactam diretamente o equilíbrio político interno e podem influenciar o resultado da eleição para a presidência da Alerj, que segue cercada de incertezas.


