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Campos dos Goytacazes

Frederico Paes Antecipa Pressão Política por Pagamento de Royalties antes do Julgamento no Supremo Tribunal Federal.

Frederico Paes Antecipa Pressão Política por Pagamento de Royalties antes do Julgamento no Supremo Tribunal Federal.
Imagem: Reprodução/Instagram @mancheterj

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) realiza nesta terça-feira (28) uma audiência pública considerada decisiva para o futuro financeiro do estado e dos municípios produtores de petróleo. O debate ocorre às vésperas do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), marcado para 6 de maio, que poderá redefinir a distribuição dos royalties entre todas as unidades da federação.

Entre os principais nomes presentes está o prefeito de Campos dos Goytacazes e presidente da OMPETRO, Frederico Paes, que participa da mesa central do encontro ao lado de deputados estaduais e representantes de cidades diretamente impactadas, como Macaé, Quissamã, Rio das Ostras, São João da Barra e Carapebus.

A preocupação do Estado do Rio é com uma possível perda anual estimada em R$ 20 bilhões, caso a Corte confirme a redistribuição dos recursos prevista nas alterações da Lei da Partilha, modificada em 2012 e suspensa desde 2013 por decisão provisória da ministra Cármen Lúcia.

Segundo Frederico Paes, a mobilização política busca demonstrar ao STF o impacto direto da medida sobre a população.

“As perdas não são para o prefeito ou para a cidade, mas para a população, principalmente a mais carente, atendida pela saúde, educação e programas sociais”, afirmou.

O prefeito destacou ainda que a articulação liderada pela OMPETRO pretende encaminhar ao Supremo um estudo técnico detalhado sobre as perdas previstas para os municípios produtores e para o próprio Estado do Rio.

O deputado estadual Bruno Dauaire reforçou o alerta sobre os riscos fiscais:

“O estado do Rio não sobrevive se esse julgamento for para frente.”

A audiência também integra uma estratégia política mais ampla de unificação entre prefeituras, Assembleia Legislativa e Governo do Estado em defesa da manutenção do modelo atual.

O julgamento do STF previsto para 6 de maio pode alterar uma disputa histórica envolvendo os royalties do petróleo, especialmente do pré-sal.

Desde 2013, as novas regras de redistribuição estão suspensas, mantendo a vantagem para estados produtores, como o Rio de Janeiro. A retomada do tema reacendeu a mobilização política fluminense.

A expectativa é que a audiência desta terça resulte em um documento técnico e político a ser encaminhado ao STF e ao governo estadual, fortalecendo a defesa dos municípios produtores antes da decisão final.

Para cidades como Campos, Macaé e São João da Barra, a definição pode ter reflexos diretos sobre investimentos em saúde, infraestrutura, educação e assistência social.

Veja como foi: 

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