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Rio de Janeiro

Zona Oeste do Rio terá ampliação de 54% na frota de ônibus após nova licitação

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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Os primeiros 115 ônibus para Santa Cruz / Foto: Rafael Catarcione
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A frota de ônibus prevista para atender regiões como Campo Grande, Santa Cruz, Bangu e Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, poderá passar dos atuais 654 para 1.006 veículos após a segunda etapa de licitação do Sistema RIO — Rede Integrada de Ônibus. O aumento representa 352 ônibus adicionais, uma expansão de aproximadamente 54%, segundo dados divulgados pela Prefeitura do Rio.

A concorrência foi realizada nesta sexta-feira (28), na sede da Procuradoria Geral do Município (PGM), e teve como vencedoras das propostas comerciais as empresas Jabour e Sancetur. O procedimento, no entanto, ainda passa pela análise da documentação de habilitação jurídica e técnica, etapa necessária antes da conclusão definitiva do processo licitatório.

No lote destinado a Campo Grande e Guaratiba, a frota prevista passará de 174 para 291 ônibus, enquanto o número de linhas deverá subir de 21 para 23. Em Santa Cruz e Guaratiba, a previsão é de aumento de 207 para 311 veículos e de 17 para 19 linhas. Já em Bangu, a frota poderá passar de 273 para 404 ônibus, com ampliação de 28 para 29 linhas.

Pelo resultado divulgado, a Jabour apresentou proposta de R$ 10,64 por quilômetro rodado para o lote B1-B8, que contempla Campo Grande e Guaratiba. A Sancetur apresentou os menores valores para os outros dois lotes: R$ 10,40 por quilômetro no lote A1-B6, de Santa Cruz e Guaratiba, e R$ 11,78 por quilômetro no lote C1-C2, referente a Bangu. O critério adotado pela concorrência foi o menor valor por quilômetro rodado.

De acordo com a administração municipal, os novos ônibus deverão ser zero quilômetro, acessíveis e equipados com ar-condicionado, GPS, câmeras internas, carregadores USB e USB-C, painéis eletrônicos e dispositivos de segurança. A previsão apresentada pela prefeitura é que os veículos desta segunda etapa comecem a circular no primeiro trimestre de 2027.

O novo modelo prevê ainda monitoramento dos veículos em tempo real e remuneração das concessionárias com base na quilometragem efetivamente percorrida. Segundo a prefeitura, a qualidade dos serviços será acompanhada pelo Índice de Qualidade do Transporte (IQT). Como o processo licitatório ainda se encontra em fase de análise da habilitação das empresas, a implementação definitiva dos lotes permanece condicionada à conclusão das etapas administrativas previstas no edital.

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