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Política

Zema irrita PL ao citar Michelle Bolsonaro como possível vice em chapa presidencial

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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Zema irrita PL ao citar Michelle Bolsonaro como possível vice em chapa presidencial
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A declaração do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) de que Michelle Bolsonaro poderia integrar uma eventual chapa presidencial como candidata a vice irritou a cúpula do PL e abriu uma nova frente de atrito entre o mineiro e o bolsonarismo.

Zema tratou da hipótese no sábado (18), após participar de um evento do Novo em São Paulo. Questionado sobre a possibilidade de ter a ex-primeira-dama como companheira de chapa, ele disse: “É uma possibilidade, como outras também são. O critério que nós temos é que a pessoa seja ficha limpa”.

Michelle reagiu horas depois nas redes sociais e descartou a possibilidade. A ex-primeira-dama afirmou que ainda não decidiu se disputará uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal e lembrou que está filiada ao PL, partido que já lançou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência.

“Primeiro, eu não defini se serei candidata nem ao Senado. Portanto, essa proposta não pode sequer ser cogitada (…) Estou filiada ao PL. Um mesmo partido não pode ter duas cabeças de chapa concorrendo em coligações distintas para os mesmos cargos majoritários. Não há nenhuma possibilidade”, escreveu Michelle.

Romeu Zema: “Estamos conversando com diversos nomes e partidos. Um nome ficha limpa é sempre um nome muito bom. A Michelle Bolsonaro é, sem dúvida, um desses nomes. Ela continua sendo uma possibilidade. Fico muito satisfeito. É uma possibilidade, sim.” 🤔 pic.twitter.com/At4VoQemGW

— Pri (@Pri_usabr1) July 18, 2026

PL vê tentativa de explorar crise entre Michelle e Flávio

Integrantes da direção nacional do PL afirmam que a fala de Zema causou forte irritação porque ocorreu no momento em que o partido tenta reduzir os efeitos da crise entre Flávio Bolsonaro e Michelle. A avaliação interna é que o ex-governador buscou explorar um desgaste do bolsonarismo para projetar sua candidatura presidencial.

Interlocutores de Flávio classificaram o movimento como “fogo amigo”. Eles dizem que Michelle nunca participou de conversas sobre integrar uma chapa presidencial fora do PL e que o tema não estava em discussão no partido.

Dirigentes do PL também avaliam que Zema já havia tentado crescer politicamente em outra crise enfrentada pelo bolsonarismo. A comparação feita nos bastidores remete a maio, quando o ex-governador endureceu críticas a Flávio após a divulgação de conversas do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Na ocasião, Zema classificou a conduta de Flávio como “imperdoável” e explorou o episódio nas redes sociais. Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro acusaram o ex-governador de oportunismo, e o caso aprofundou o desgaste entre o PL e o governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), sucessor de Zema no estado.

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