O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) patrimônio de R$ 178,7 milhões para sua candidatura à Presidência da República. O valor supera em R$ 49 milhões a declaração apresentada por ele em 2022, quando disputou a reeleição ao governo mineiro.
A lista de bens indica crescimento de 38% no patrimônio em quatro anos. Na declaração anterior, Zema havia informado R$ 129,7 milhões à Justiça Eleitoral.
A maior parcela do patrimônio atual está em quotas de uma holding familiar, avaliadas em R$ 94,5 milhões. O candidato também declarou R$ 56,2 milhões aplicados em um fundo de investimentos.
Em 2022, a principal fatia dos bens de Zema correspondia a uma participação de 27,14% na empresa Ricardo Zema Participações Ltda., estimada em R$ 72,3 milhões. A empresa leva o nome do pai do ex-governador, presidente do Grupo Zema.
Patrimônio cresceu desde a primeira eleição de Zema em Minas
Desde 2018, quando concorreu pela primeira vez ao governo de Minas Gerais, o patrimônio declarado por Zema aumentou 156%. Naquele ano, ele informou possuir R$ 69,7 milhões em bens.
Até o momento, a única outra candidata à Presidência com registro apresentado ao TSE é Samara Martis, da Unidade Popular (UP). Ela declarou patrimônio total de R$ 33 mil.
Os partidos têm até o dia 15 de agosto para registrar candidaturas na Justiça Eleitoral. A propaganda eleitoral começa em 16 de agosto, e o primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
O calendário prevê horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão entre 28 de agosto e 1º de outubro. Caso nenhum candidato alcance maioria dos votos válidos no primeiro turno, a eleição terá segundo turno em 25 de outubro.




