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Política

Zelenski troca primeira-ministra da Ucrânia em reforma do governo sob pressão da guerra

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, anunciou neste domingo (12) uma reforma no governo e a substituição da primeira-ministra Iulia Sviridenko, mudança que atinge o comando político de Kiev em meio à pressão militar russa e a questionamentos internos sobre corrupção. Com informações de Folha de S.Paulo.

“A Ucrânia está mudando a sua estratégia política”, escreveu Zelenski na rede social X. “As mudanças exigem uma renovação”. Na mesma publicação, ele agradeceu Sviridenko pelo trabalho à frente do governo.

Zelenski afirmou que ofereceu à primeira-ministra a chance de “liderar uma nova e importante área de relações com um parceiro-chave”, mas não detalhou qual função ela poderá assumir nem qual país ou bloco estaria envolvido nessa nova frente.

Em comunicado, o presidente listou prioridades para a nova etapa do governo, incluindo avanço no processo de adesão da Ucrânia à União Europeia e reforço da segurança nas regiões de fronteira. Ele também disse que pretende redistribuir a condução de diferentes áreas da política externa entre outros integrantes do gabinete.

Escândalo Midas e novos ataques russos pressionam Kiev

As mudanças precisam passar pelo Parlamento ucraniano. Desde o início da invasão russa, em 2022, deputados têm apoiado a maior parte das medidas apresentadas por Zelenski e raramente bloqueiam sua agenda.

A reforma ocorre após o chamado caso Midas, o maior escândalo de corrupção da história recente do país. Autoridades ucranianas apontam um esquema de propinas de US$ 100 milhões na estatal de energia nuclear Energoatom, caso que atingiu pessoas próximas ao presidente.

As autoridades acusam Timur Mindich, ex-sócio de Zelenski, de liderar o esquema. Andrii Yermak, ex-chefe de gabinete do presidente, também aparece como suspeito. Os dois negam as acusações.

A Rússia manteve os ataques contra a Ucrânia neste domingo. Autoridades locais informaram que bombardeios durante a madrugada mataram quatro pessoas; na semana anterior, um ataque a Kiev havia deixado 28 mortos.

Na região de Dnipropetrovsk, no centro-leste do país, ataques com drones e artilharia mataram três pessoas, duas delas em uma ofensiva contra uma empresa industrial de Krivii Rig, segundo o governador Oleksandr Ganja. Em Kherson, no sul, Iaroslav Shanko, chefe da administração militar da cidade, afirmou que um homem de 48 anos morreu após o lançamento de um artefato explosivo por drone.

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