Ypê amplia SAC após Anvisa suspender produtos com risco sanitário

Expresso Rio
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A fabricante Ypê anunciou neste sábado (9) a ampliação do Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) após a suspensão de produtos determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A medida ocorre em meio ao aumento da procura por informações e relatos de consumidores sobre dificuldades de contato com a empresa.

Segundo a companhia, a estrutura de atendimento foi triplicada para atender à demanda. Além dos canais tradicionais, a empresa também lançou uma plataforma digital específica para orientar consumidores sobre os lotes afetados pela decisão da agência reguladora.

Os telefones disponibilizados pela empresa são:

0800 002 6071 — atendimento 24 horas;

0800 278 0024 — todos os dias, das 9h às 18h;

0800 130 0544 — de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

A Ypê informou ainda que criou uma área exclusiva em seu site para esclarecer dúvidas relacionadas aos produtos incluídos na determinação sanitária.

A mobilização da fabricante acontece após a Anvisa determinar o recolhimento e a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de detergentes, sabões líquidos e desinfetantes com numeração de lote final 1.

Os produtos foram fabricados na unidade da Química Amparo, localizada em Amparo, no interior de São Paulo. A fiscalização envolve linhas líquidas da marca, incluindo lava-louças, lava-roupas e desinfetantes.

De acordo com a empresa, foi apresentado recurso administrativo contra a decisão da Anvisa. A fabricante afirma que, com a contestação formal protocolada, os efeitos da medida ficam temporariamente suspensos até nova análise da Diretoria Colegiada da agência.

A Anvisa declarou que mantém a avaliação técnica sobre risco sanitário identificada durante inspeção realizada entre os dias 27 e 30 de abril de 2026.

A ação contou com a participação do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo (CVS-SP), do Grupo de Vigilância Sanitária de Campinas e da Vigilância Sanitária municipal de Amparo.

Segundo a agência reguladora, a decisão também considera um histórico de contaminação microbiológica registrado em novembro de 2025. Na época, a fabricante realizou um recolhimento voluntário cautelar após detectar a bactéria Pseudomonas aeruginosa em lotes de lava-roupas líquidos.

A Anvisa orienta consumidores de todo o Brasil a não utilizarem os produtos incluídos na determinação até que haja nova deliberação oficial sobre o caso.

A situação gerou forte repercussão nas redes sociais e aumento na busca por informações sobre os lotes afetados. A expectativa agora é pela análise do recurso apresentado pela fabricante e por um posicionamento definitivo da agência sanitária.

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