O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o governo norte-americano não pretende se envolver nas eleições brasileiras de 2026. A declaração teria ocorrido durante um telefonema entre os dois chefes de Estado nesta sexta-feira (21), que durou cerca de uma hora e 20 minutos. A informação foi publicada pela coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, com base em relatos de pelo menos duas fontes do governo brasileiro ouvidas sob reserva, sendo que uma delas teria acompanhado a ligação.
Segundo os relatos, Trump perguntou a Lula como estava o cenário eleitoral brasileiro. O presidente brasileiro teria respondido que existem vários candidatos na disputa e, durante a conversa, afirmou considerar o sistema eleitoral do país “muito confiável”. Na sequência, ainda de acordo com as fontes citadas pela coluna, Trump disse que os Estados Unidos não iriam se envolver no processo eleitoral brasileiro. Até a publicação desta reportagem, a manifestação específica sobre as eleições não havia sido divulgada em comunicado oficial localizado da Casa Branca.
Telefonema também tratou de tarifas e crime organizado
A realização da conversa entre Lula e Trump é confirmada oficialmente pelo governo brasileiro. Em nota publicada na noite de sexta-feira, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que, após o diálogo entre os presidentes, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, procurou o governo brasileiro para retomar negociações sobre questões comerciais. O ministério afirmou que a ligação abriu um novo canal de diálogo entre os dois países.
Além da situação comercial, o telefonema abordou o combate ao crime organizado e conflitos internacionais. Outros veículos também relataram que a conversa teve duração aproximada de 1h20 e ocorreu em tom cordial, com os dois governos sinalizando interesse na continuidade das negociações técnicas.
De acordo com os bastidores divulgados, a iniciativa do telefonema partiu de Lula, que estava no Palácio da Alvorada acompanhado de auxiliares da área diplomática e de comunicação, entre eles o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o assessor especial para assuntos internacionais, Celso Amorim. A questão eleitoral teria surgido durante o diálogo, embora não estivesse entre os principais assuntos que motivaram o contato.
A declaração atribuída a Trump ganha repercussão diante das discussões recentes envolvendo a relação entre autoridades e grupos políticos brasileiros e integrantes do governo dos Estados Unidos. Por se tratar de informação baseada em fontes governamentais não identificadas publicamente, a afirmação sobre a não interferência nas eleições deve ser atribuída aos relatos publicados pela imprensa enquanto não houver manifestação oficial dos governos reproduzindo integralmente esse trecho da conversa.




