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Política

Tebet diz que Michelle Bolsonaro sofreu misoginia da extrema direita que representa

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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Tebet diz que Michelle Bolsonaro sofreu misoginia da extrema direita que representa
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A pré-candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) afirmou que Michelle Bolsonaro virou alvo da misoginia presente na própria extrema direita. A ex-ministra relacionou a avaliação às recentes disputas da ex-primeira-dama com os enteados, especialmente Flávio Bolsonaro.

“Acho que ela sofreu na própria pele o que pensa a ideologia que ela representa, que é a da extrema direita, que não poupa nenhuma mulher”, declarou Tebet em entrevista à Folha de S.Paulo.

A ex-ministra disse acreditar que Michelle sofreu misoginia e violência política dentro do campo bolsonarista. Ao mesmo tempo, cobrou uma atuação menos seletiva da ex-primeira-dama na defesa das mulheres. “Se é vítima, tem que falar e proteger todas as vítimas”, afirmou.

Tebet também rebateu críticas por ter transferido seu domicílio eleitoral de Mato Grosso do Sul para São Paulo. Segundo ela, o governador Tarcísio de Freitas é uma das autoridades com menos legitimidade para questioná-la, porque também não tinha ligação política anterior com o estado quando concorreu ao Palácio dos Bandeirantes.

A pré-candidata afirmou que Tarcísio “caiu de paraquedas” em São Paulo e precisou obter um endereço no estado para disputar a eleição. Tebet citou como vínculos com os paulistas o desempenho obtido na eleição presidencial de 2022, o mestrado realizado no estado e a presença da família na região.

Na disputa pelas duas vagas ao Senado, Tebet aparece tecnicamente empatada com Marina Silva e Ricardo Salles, segundo o Datafolha citado na entrevista. A ex-ministra se define como de centro-direita na economia e de centro-esquerda nas pautas de costumes.

Tebet também afirmou que continuará na vida pública depois das eleições. Questionada sobre uma possível candidatura à Presidência em 2030, não confirmou a intenção, mas declarou que estará na política e que pretende trabalhar para impedir o retorno da extrema direita ao governo.

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