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Tarifaço dos EUA derruba Bolsa e faz dólar subir em Brasil

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Tarifaço dos EUA derruba Bolsa e faz dólar subir em Brasil

O mercado financeiro brasileiro encerrou esta quinta-feira (16) em clima de cautela após a confirmação das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras. O chamado “tarifaço” elevou a percepção de risco entre investidores, impulsionou a alta do dólar, pressionou o Ibovespa e influenciou o comportamento dos juros futuros.

Além da medida anunciada pelo governo norte-americano, o ambiente internacional também foi marcado pelo aumento das tensões no Oriente Médio e pela piora do humor nas bolsas globais, fatores que ampliaram a busca por ativos considerados mais seguros.

Ibovespa fecha em queda

O principal índice da Bolsa brasileira encerrou o pregão em queda de 1,24%, aos 173.825 pontos.

Segundo analistas, o movimento refletiu uma combinação de fatores internos e externos, incluindo o impacto das tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, o cenário geopolítico e as incertezas políticas no Brasil.

Entre as ações de maior peso no índice, Petrobras recuou 1,7%, Vale caiu 2,05%, Itaú perdeu 1,37% e Bradesco fechou em baixa de 1,02%. Empresas ligadas ao consumo também registraram perdas expressivas durante a sessão.

Dólar supera R$ 5

O dólar comercial fechou o dia em alta de 0,4%, cotado a R$ 5,098.

De acordo com especialistas, a valorização da moeda americana ocorreu em meio ao aumento da aversão global ao risco, movimento intensificado pelas novas tarifas sobre produtos brasileiros e pelas tensões no Golfo Pérsico.

Renato Jerusalmi, sócio da Riza Asset, afirmou que o fortalecimento do dólar ocorreu em diversos mercados, mas foi mais intenso no Brasil em razão da tarifa adicional de 25% anunciada pelos Estados Unidos.

Juros futuros refletem preocupação fiscal

Os juros futuros encerraram o dia sem direção única.

Enquanto os contratos de curto prazo recuaram com a divulgação de indicadores considerados mais favoráveis para a inflação, os vencimentos mais longos subiram diante da preocupação dos investidores com a trajetória da dívida pública e das contas do governo.

A economista-chefe da BuysideBrazil, Andrea Damico, avaliou que o cenário eleitoral também influencia a precificação dos ativos, principalmente em relação às expectativas para a política fiscal dos próximos anos.

Bolsas americanas também fecharam no vermelho

O ambiente negativo não ficou restrito ao Brasil.

As bolsas de Nova York encerraram a sessão em baixa, pressionadas principalmente pela queda das ações de fabricantes de chips e pela retomada das preocupações geopolíticas.

O índice Dow Jones caiu 0,2%, o S&P 500 recuou 0,51% e o Nasdaq perdeu 1,47%.

Segundo analistas, o mercado passou a monitorar com maior cautela os elevados investimentos em inteligência artificial e os riscos decorrentes das tensões internacionais.

O petróleo encerrou o dia próximo da estabilidade, apesar de continuar acumulando alta na semana.

Os investidores seguem atentos à possibilidade de interrupções no fornecimento da commodity após novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã e ameaças envolvendo o estreito de Bab el-Mandeb, uma das principais rotas do comércio internacional de petróleo.

O Brent fechou em queda de 0,85%, cotado a US$ 84,23 o barril.

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