Saúde capacita profissionais da APS sobre abordagem da violência a mulher

Expresso Rio
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Saúde capacita profissionais da APS sobre abordagem da violência a mulher

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Atenção Primária à Saúde (APS), realizou uma capacitação sobre abordagem da violência contra a mulher na APS. O treinamento, voltado para médicos, enfermeiros e encarregados de Unidades Básicas de Saúde da Família (UBS) do município, aconteceu na manhã e tarde desta terça-feira (14), no auditório do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

“A capacitação aborda a atuação da enfermagem e da equipe de saúde da família, no contexto da Estratégia Saúde da Família (ESF) e da Atenção Primária à Saúde, no enfrentamento da violência contra a mulher, violência de gênero e violência sexual. O encontro visa promover a troca de experiências com os profissionais, permitindo a compreensão da realidade local e aprimorando a atuação para uma abordagem mais inclusiva e eficaz no combate à violência sexual”, disse Ana Beatriz Mayerhofer, diretora das Linhas de Cuidado da APS.

A palestra foi ministrada pela enfermeira da UBSF Custodópolis, Mariana Leonardo, que destacou a violência doméstica contra a mulher como problema social, de segurança e saúde pública. “A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) e normas técnicas preveem atendimento em saúde. A capacitação de profissionais visa sensibilizá-los, para uma abordagem mais humanizada; orientá-los sobre a violência e os serviços disponíveis, incluindo delegacias especializadas, centros de atendimento e à Casa da Mulher Benta Pereira, em casos de risco iminente de morte, após avaliação do risco de feminicídio”, apontou.

PROTOCOLO DE ENFERMAGEM DE VIOLÊNCIA SEXUAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE

O protocolo se fundamenta em pilares como acolhimento e atendimento humanizado, notificação da violência, profilaxia de infecções sexualmente transmissíveis e anticoncepção de emergência, além de outras avaliações que visam minimizar os danos causados pela violência sexual.

“Nem todas as vítimas de violência sexual buscam imediatamente os serviços de justiça ou desejam registrar a ocorrência, muitas procuram os serviços de saúde, seja por receio de contrair doenças, seja por outras necessidades. No contexto da atenção primária, em especial na Estratégia de Saúde da Família, o vínculo estabelecido entre o profissional e a paciente, assim como com o usuário, frequentemente facilita que a vítima se sinta mais confortável para relatar a violência, seja ela doméstica ou sexual, diretamente ao profissional da unidade, em comparação com os serviços de justiça”, informou a enfermeira, finalizando que o protocolo é destinado a vítimas de violência sexual com 18 anos ou mais.

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