O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter o contraventor Rogério Andrade em um presídio federal de segurança máxima, após negar um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa. Preso desde novembro de 2024, ele é acusado de envolvimento na morte de um rival no Rio de Janeiro.
A defesa tentava reverter a inclusão de Rogério Andrade no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), alegando excessos na medida. No entanto, os ministros do STJ entenderam que a decisão é adequada diante da gravidade das acusações e do perfil considerado de alta periculosidade do investigado.
De acordo com o tribunal, a permanência no sistema federal é necessária para garantir a ordem pública e evitar riscos à segurança, reforçando que o isolamento segue critérios legais e proporcionais. Um pedido semelhante já havia sido negado anteriormente, em janeiro deste ano.
Rogério Andrade é apontado como um dos nomes ligados à contravenção no Rio de Janeiro e integra uma família historicamente associada ao jogo do bicho. Ele é sobrinho de Castor de Andrade, figura conhecida nesse meio.
O caso que motivou sua prisão envolve o assassinato de Fernando Iggnácio, ocorrido em novembro de 2020. A vítima foi morta a tiros após desembarcar de um helicóptero na Zona Oeste do Rio, em uma ação atribuída a uma emboscada.
As investigações apontam que o crime teria ligação com disputas internas pelo controle de atividades ilegais, cenário que já vinha sendo marcado por conflitos entre grupos rivais.
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