Cleitinho Azevedo recuou da disputa ao governo de Minas Gerais porque a candidatura para um cargo executivo depende bem mais do que a própria vontade, avaliou o colunista Leonardo Sakamoto no UOL News.
Nós vivemos em um sistema partidário. Os partidos políticos são responsáveis e donos do processo eleitoral e da candidatura; não temos candidaturas avulsas. O Cleitinho precisa respeitar as regras e os processos do Republicanos e ser aceito pela sigla em convenção. Não é esse voluntarismo.
O nosso sistema eleitoral, bem como o da maioria das democracias ao redor do mundo, não permite esse tipo de processo: tem que ter uma candidatura ligada a um partido político, portanto relacionada a uma ideia, a uma proposta, a um projeto.
Vamos lembrar de um co-religionário de Cleitinho, o deputado federal Celso Russomanno, que sempre largava muito bem nas eleições aqui em São Paulo para prefeito.
Ele sempre largava à frente e, lá pelas tantas, durante a campanha, ele desidratava e acabava sendo suplantado, muitas vezes não indo nem para o segundo turno.
Houve críticas por parte do partido de que Cleitinho não estava se articulando dentro do partido e com outras siglas para ter uma candidatura, mas estava se articulando com prefeituras.
No caso do cargo executivo, você precisa ter uma coisa mais ampla, estrutura, acordos, prefeitos. Cleitinho, segundo o Republicanos, estava devendo: não estava se articulando e colocando o bloco na rua.
Apesar de ser um estado glorioso, muita gente está chamando a gestão de Minas como uma ‘bomba’, uma ‘bucha’. Quem assumir terá muita dor de cabeça dadas as dívidas e a a situação das contas de Minas Gerais
Inicialmente, havia uma série de candidatos fortes, como Cleitinho e Rodrigo Pacheco. Eles eram apostas do bolsonarismo e do lulismo, mas estão fora.
Agora, temos Marcelo Aro (PP), Patrus Ananias (PT) e outros nomes vão aparecendo, como o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT), e que agora vão se colocando na disputa.




