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Política

Risco de fuga: Flávio, Valdemar, Sóstenes e Cunha podem ter passaportes apreendidos; entenda

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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Risco de fuga: Flávio, Valdemar, Sóstenes e Cunha podem ter passaportes apreendidos; entenda
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O deputado federal Reimont (PT-RJ) anunciou que vai protocolar nesta semana na Procuradoria-Geral da República um pedido de apreensão e retenção dos passaportes de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Valdemar Costa Neto, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Eduardo Cunha. O parlamentar afirma haver risco de fuga após a Polícia Federal apontar suspeitas sobre o controle de emendas por políticos sem mandato.

Em vídeo publicado nas redes sociais no domingo (12), Reimont disse que pretende reforçar um pedido anterior contra Flávio Bolsonaro e incluir o presidente nacional do PL, o líder do partido na Câmara e o ex-presidente da Casa. “É alarmante ver o que a extrema direita tem feito, o que os deputados, deputadas e lideranças do PL têm feito. Portanto, esta semana, de maneira justificada, com argumentos robustos, eu vou pedir à PGR, mais uma vez, a apreensão, a retenção do passaporte do Flávio Bolsonaro”, afirmou.

O petista afirmou que a nova representação terá também os nomes de Sóstenes, Valdemar e Cunha. “Vocês estão vendo aí as bandalhas crescentes desse pessoal. Existe a possibilidade de eles sumirem do país a qualquer momento”, disse Reimont, ao defender que eventuais sugestões de outros nomes venham acompanhadas de justificativas.

A representação não implica retenção automática dos documentos. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, terá de avaliar se há elementos para pedir ao Supremo Tribunal Federal uma medida cautelar contra os citados.

COMUNICADO: entrarei com um pedido na PGR pela apreensão do passaporte do Flávio Bolsonaro.

Só que, deste vez, pedirei também a apreensão dos passaportes do Sóstenes Cavalcante, do Valdemar Costa Neto e do Eduardo Cunha! pic.twitter.com/C25kI9hI88

— Reimont (@Reimont) July 13, 2026

PF aponta atuação de Valdemar em emendas de R$ 119 milhões

O anúncio ocorre após a Polícia Federal apontar que Valdemar Costa Neto, mesmo sem mandato parlamentar, teria coordenado a destinação de 21 emendas que somam cerca de R$ 119 milhões. Investigadores encontraram registros e comunicações internas que identificavam verbas como “emendas do Valdemar”.

O ministro Flávio Dino, do STF, suspendeu repasses ligados às emendas investigadas e determinou o bloqueio de até R$ 119 milhões em bens de Valdemar. Dos valores mapeados, aproximadamente R$ 104 milhões já teriam sido pagos.

Valdemar admitiu que participa da articulação de emendas de deputados do partido e citou o humorista e ex-deputado Tiririca. Para a PF, a suspeita central envolve a possível ocultação do verdadeiro responsável pelas indicações e do caminho percorrido pelo dinheiro público.

Sóstenes Cavalcante aparece na investigação entre parlamentares que teriam dado forma oficial a emendas atribuídas nos bastidores a Valdemar. A apuração também menciona Luiz Carlos Motta e Capitão Alden como possíveis “laranjas” no esquema, sem indicar necessariamente que eles tenham recebido recursos.

Outro núcleo envolve Eduardo Cunha, cassado em 2016. A PF identificou ao menos 29 emendas da Comissão de Saúde, no total de R$ 6,15 milhões, que teriam sido direcionadas pelo ex-deputado. Dino também determinou bloqueio de até R$ 6,15 milhões em bens de Cunha e suspendeu a execução das emendas investigadas.

Cunha nega irregularidades. O ex-deputado afirma que não era o autor formal das emendas, não recebeu recursos e apenas apresentava demandas de municípios a parlamentares com mandato.

Flávio Bolsonaro não foi apontado até agora como autor ou beneficiário das emendas investigadas nos núcleos de Valdemar e Cunha. O senador entrou na crise ao defender o presidente do PL, acusar a Polícia Federal de agir de forma seletiva e afirmar que dirigentes partidários costumam conversar com deputados sobre a destinação de recursos.

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