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Política

Registro de Flávio Bolsonaro com “Sicário” teria sido feito em hotel de luxo em Rio

Por 4 min de leitura Expresso Rio
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Registro de Flávio Bolsonaro com “Sicário” teria sido feito em hotel de luxo em Rio
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Imagens do terraço do Hotel Fasano Rio de Janeiro reforçam a hipótese de que a foto de Flávio Bolsonaro ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como o “Sicário” de Daniel Vorcaro, tenha sido feita no rooftop do estabelecimento, em Ipanema.

Em imagens divulgadas nas redes, foi notada a similaridade de elementos como luminárias, vigas, distância de estruturas e até mesmo o risco horizontal em uma viga de madeira no telhado. O jornalista do Metrópoles, Sam Pancher, publicou um vídeo no X comparando alguns pontos do espaço do Fasano, com elementos presentes na foto de Flávio Bolsonaro com Mourão.

O cenário da foto, é também um dos hotéis de luxo mais caros e badalados do Rio de Janeiro. Em promoções divulgadas em 2022, ano em que a fotografia teria sido tirada diárias para duas pessoas eram ofertadas a partir de R$ 1.846 e R$ 2.107, valores mínimos sujeitos à disponibilidade do hotel. O próprio Fasano informa que o bar da piscina, localizado no oitavo andar, é normalmente exclusivo para hóspedes, embora o rooftop também receba festas e eventos sociais ou corporativos.

Esse vídeo que obtive do terraço do Hotel Fasano Rio mostra o local em que provavelmente foi tirada a foto de Flávio Bolsonaro com o Sicário de Vorcaro.

Além da característica da luminária, a distância dela para o fim do teto e para uma viga do teto é a mesma que aparece na… pic.twitter.com/Yf9UX2EYs3

— Sam Pancher (@SamPancher) July 18, 2026

Em apuração feita pelo DCM, o gabinete de Flávio, em 2022, declarou R$ 89.063,41 em passagens nacionais, mas somente R$ 1.659,26 na rubrica que reúne locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis. Não há lançamento em nome do Fasano. Os registros detalhados de dezembro mostram gastos no Windsor Barra Hotel, localizado na Barra da Tijuca (RJ). O portal também aponta valor zero em viagens oficiais e diárias naquele ano. Isso mantém abertas as hipóteses de pagamento com recursos próprios, acesso como convidado ou custeio por organizadores ou terceiros.

Uma eventual passagem por um hotel desse padrão não destoaria do histórico patrimonial do senador. Segundo levantamento da Folha de S. Paulo de 2021, foram contabilizadas 20 transações imobiliárias realizadas por Flávio em 16 anos. O número representa compras, vendas e permutas, e não 20 propriedades mantidas simultaneamente.

Entre os imóveis de maior valor conhecidos estão a mansão no Lago Sul, em Brasília, comprada por R$ 5,97 milhões; o apartamento na Barra da Tijuca avaliado em R$ 2,5 milhões; e uma cobertura em Laranjeiras adquirida por R$ 1,7 milhão e posteriormente negociada por R$ 2,4 milhões.

Outra mansão de luxo colocou Flávio Bolsonaro no centro de um embate público com Richarlison, atacante pelo Tottenham e pela Seleção. O imóvel, avaliado em cerca de R$ 10 milhões e localizado na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, foi comprado por uma empresa ligada ao jogador e depois disputado judicialmente por uma empresa do advogado Willer Tomaz, amigo do senador.

Flávio não era proprietário nem parte na ação, mas visitou o local, foi arrolado como testemunha e teve seu perfil marcado por Richarlison quando o atacante afirmou que havia investido milhões na propriedade e perdido a posse da mesma.

Além disso, as múltiplas justificativas dadas por Flávio Bolsonaro sobre a foto com o “Sicário” só tornaram a situação ainda mais questionável.

Primeiro, afirmou que recebe muitos pedidos de fotos, e que aquela seria uma foto com um apoiador que o senador desconheceria. Depois, sua assessoria declarou que ele nunca havia encontrado Mourão. Mais tarde, o senador sustentou que a imagem poderia ter sido produzida por inteligência artificial por causa do tamanho do dedo mindinho. Uma análise divulgada pela plataforma SignaIP, porém, não identificou indícios de geração por IA.

A possível identificação de um espaço caro e de acesso controlado torna insuficiente a explicação de uma imagem aleatória com um desconhecido, ou que possa ter sido gerada ou editada com ferramentas externas.

Segundo a Polícia Federal, Mourão integrava o grupo de intimidação ligado a Vorcaro. Permanecem sem resposta as questões centrais: os dois estavam hospedados, participavam de um evento ou haviam sido convidados por alguém? E, caso tenha existido hospedagem ou consumo, quem pagou a conta dos dois?

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