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Política

Quaest: aprovação de Lula supera desaprovação numericamente e chega a 48%

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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Quaest: aprovação de Lula supera desaprovação numericamente e chega a 48%
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A nova , aponta que a aprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permaneceu estável em relação ao levantamento anterior. Segundo o instituto, 48% dos entrevistados aprovam a administração do petista, enquanto 47% desaprovam. Outros 5% não souberam responder ou preferiram não opinar.

Os resultados mostram que o cenário praticamente não se alterou desde a pesquisa realizada em julho, quando os mesmos percentuais de aprovação e desaprovação foram registrados. A estabilidade também se reflete na avaliação qualitativa do governo, que permanece dividida entre percepções positivas e negativas.

O levantamento foi realizado após a oficialização das candidaturas à Presidência da República nas convenções partidárias e traz, além da avaliação do governo, indicadores sobre o cenário eleitoral, temas econômicos e decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF).

Avaliação do governo segue dividida

Quando questionados sobre como avaliam a administração federal, os entrevistados demonstraram um cenário de equilíbrio.

Segundo a Quaest, 36% classificam o governo Lula como positivo, enquanto outros 36% o avaliam negativamente. Já 26% consideram a gestão regular.

Os números repetem exatamente os registrados no levantamento anterior, indicando que a percepção do eleitorado sobre o desempenho do governo permanece praticamente inalterada.

A combinação dos dados de aprovação e avaliação reforça um quadro de estabilidade política às vésperas do início efetivo da campanha eleitoral.

Pesquisa também mediu cenário eleitoral

Além da avaliação do governo, a Quaest simulou cenários para a eleição presidencial de 2026.

No confronto considerado mais provável para o segundo turno, Lula aparece com 44% das intenções de voto, contra 39% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O levantamento também identificou um crescimento da fidelidade do eleitorado bolsonarista. Entre os entrevistados que declararam voto em Flávio Bolsonaro, 68% afirmaram que sua escolha é definitiva. Em julho, esse índice era de 62%.

Outro dado apontado pela pesquisa mostra um fortalecimento do senador entre eleitores da direita não bolsonarista. Nesse segmento, a intenção de voto em Flávio passou de 74% para 81%.

Segundo o instituto, 59% dos entrevistados avaliaram positivamente a recente reaproximação política entre Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Para esse grupo, o movimento amplia as possibilidades eleitorais do senador, cuja chance de vitória foi estimada em 46%.

Economia e decisões do STF também foram avaliadas

A pesquisa investigou ainda a percepção dos eleitores sobre temas econômicos e decisões recentes envolvendo o Supremo Tribunal Federal.

De acordo com os dados, a percepção de melhora na renda das famílias em razão de medidas como o programa Desenrola e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais diminuiu em comparação com o levantamento realizado em julho.

Outro indicador mostra que 43% dos entrevistados avaliam negativamente a reação do presidente Lula ao chamado tarifaço. No levantamento anterior, esse percentual era de 36%, indicando crescimento da desaprovação nesse tema específico.

A pesquisa também abordou uma decisão recente do STF envolvendo o senador Flávio Bolsonaro. Segundo a Quaest, 52% dos entrevistados consideram equivocada a decisão da Corte de proibir visitas do parlamentar ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os resultados sugerem que temas relacionados à economia, às instituições e às disputas judiciais continuam influenciando a percepção do eleitorado em um momento de consolidação das candidaturas para a eleição presidencial.

Metodologia

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. As entrevistas foram realizadas presencialmente em diferentes regiões do país.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026.

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