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Presidente do Irã diz que país enfrenta ‘guerra em grande escala’ e admite pressão sobre economia

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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Imagem: Divulgação
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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste domingo (23) que o país atravessa uma “guerra em grande escala” nas frentes econômica, militar e de segurança. Em pronunciamento divulgado pela agência estatal iraniana IRNA, o chefe de governo reconheceu as dificuldades enfrentadas pela população e disse que sua administração trabalha para reduzir os impactos da crise sobre emprego, renda e custo de vida.

“Lamentamos a existência desses problemas, pois nos encontramos em uma guerra em grande escala nos âmbitos econômico, militar e de segurança”, declarou Pezeshkian. Segundo o presidente iraniano, o governo busca administrar a inflação e outros problemas econômicos enquanto tenta preservar as condições de vida da população. As declarações ocorrem em um cenário de forte pressão sobre a economia iraniana, já afetada por anos de sanções e pelos efeitos do atual conflito.

Estados Unidos preparam novas sanções

A manifestação ocorre enquanto o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prepara uma nova etapa de pressão econômica contra Teerã. O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou que Washington pretende aplicar as que classificou como as mais duras sanções já adotadas contra o Irã e ampliar a pressão sobre países e empresas que mantenham relações comerciais e financeiras com o governo iraniano.

A estratégia norte-americana pretende aprofundar o isolamento econômico de Teerã e restringir, entre outros pontos, receitas relacionadas ao comércio de petróleo. As possíveis medidas também aumentam a preocupação de países que mantêm negócios com o Irã, já que autoridades dos Estados Unidos indicaram que poderão adotar ações contra parceiros que contribuam para contornar as restrições.

Teerã, por sua vez, tem rejeitado a nova ofensiva econômica. Neste domingo, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que as ameaças de novas sanções demonstram, na avaliação do governo iraniano, uma tentativa de aumentar a pressão depois de medidas anteriores não produzirem os resultados esperados por Washington. A declaração representa a posição oficial iraniana e não significa que os impactos das novas medidas possam ser antecipados.

O novo episódio amplia uma relação já marcada por confrontos militares, divergências sobre o programa nuclear iraniano, sanções econômicas e negociações diplomáticas interrompidas. Um memorando firmado em junho, com mediação do Paquistão e do Catar, abriu caminho para negociações entre os dois países, mas as conversas posteriormente enfrentaram impasses, incluindo divergências relacionadas ao Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo e gás.

Com a possibilidade de novas restrições econômicas e as negociações ainda sem um acordo definitivo, a situação financeira interna permanece como um dos principais desafios para o governo de Pezeshkian. O próprio reconhecimento público das dificuldades econômicas ocorre em um momento no qual Teerã tenta conciliar resistência à pressão internacional, estabilidade doméstica e possíveis caminhos diplomáticos para reduzir as tensões.

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