O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, sondou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para compor como vice a chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência em 2026. Ela recusou a possibilidade, e o partido anunciou o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) para a vaga na quarta (5).
s ouvidas pelo jornal O Globo, entre integrantes do PL, aliados de Flávio e interlocutores de Michelle, confirmaram a consulta feita na semana anterior. Valdemar não respondeu aos questionamentos sobre a articulação.
Uma chapa formada por Flávio e Michelle buscaria reduzir a crise aberta entre os dois e apresentar unidade na família Bolsonaro. Aliados do senador também preferiam uma mulher na vice para tentar diminuir a rejeição de Flávio entre eleitoras.
Em junho, Michelle afirmou que Flávio a havia humilhado e apunhalado pelas costas em divergências sobre alianças políticas no Ceará. Após a escalada do conflito, o senador pediu à madrasta “desculpas por alguns momentos que causaram desconforto”.
Pesquisa mede efeito da reconciliação entre Michelle e Flávio
Michelle discutiu a sondagem com o ex-presidente Jair Bolsonaro e decidiu não disputar a Vice-Presidência. A avaliação foi que uma campanha nacional exigiria uma agenda incompatível com sua situação familiar.
Um interlocutor de Michelle citou os cuidados médicos de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, e as dificuldades de viagens frequentes pelo país. “Como ela iria fazer campanha? Impossível. Quem cuidaria do Jair?”, disse. “Na prática, a Michelle também está em prisão domiciliar.”
As limitações de deslocamento pesaram na decisão de Michelle de concorrer ao Senado pelo Distrito Federal, onde aliados consideram sua eleição provável. Ela também não compareceu à convenção em São Paulo que confirmou a candidatura de Flávio.
Em recorte da pesquisa Genial/Quaest, 53% das mulheres avaliaram como positiva a reconciliação pública entre Michelle e Flávio, enquanto 27% a classificaram como negativa. Entre os homens, 65% viram o gesto de forma positiva; para 48% das mulheres, o apoio de Michelle não aumenta as chances eleitorais do senador, ante 42% que pensam o contrário.




