O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou nesta segunda-feira (13) que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) leu deliberadamente a carta de Jair Bolsonaro durante uma transmissão nas redes sociais para transformar o descumprimento de uma decisão judicial em estratégia eleitoral.
“Flávio Bolsonaro não leu a carta de Jair Bolsonaro por ingenuidade”, escreveu o petista. Segundo ele, o senador sabia que o ex-presidente estava proibido de usar as redes sociais direta ou indiretamente, inclusive por meio de terceiros.
Lindbergh afirmou que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de impedir Flávio de visitar o pai por 90 dias foi consequência da tentativa de contornar as restrições impostas ao ex-presidente.
O deputado também rejeitou a comparação feita por bolsonaristas entre o episódio e as cartas divulgadas pelo presidente Lula durante o período em que esteve preso em Curitiba. Ele destacou que Lula não estava submetido a uma decisão judicial que proibisse manifestações públicas.
A ESTRATÉGIA BOLSONARISTA FRACASSOU
Flávio Bolsonaro não leu a carta de Jair Bolsonaro por ingenuidade. Sabia que a decisão judicial proibia o uso das redes sociais, direta ou indiretamente, e transformou a própria violação da medida cautelar em estratégia política. A decisão de…
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) July 13, 2026
Para Lindbergh, a carta também expôs a dificuldade da candidatura presidencial de Flávio. Na avaliação do parlamentar, o texto buscava recolocar Jair Bolsonaro no centro da campanha e apresentar o senador como simples porta-voz do pai.
“O plano também revela outra realidade: a candidatura de Flávio Bolsonaro não decolou”, afirmou. “A leitura da carta buscava recolocar Jair Bolsonaro no centro da campanha, como o verdadeiro candidato, transformando o filho em mero porta-voz.”
O petista concluiu que a estratégia fracassou e lembrou que a defesa do ex-presidente terá de explicar o episódio ao STF. “A defesa terá de explicar o descumprimento da decisão em 48 horas, podendo retornar à Papudinha. A autoridade das decisões judiciais do STF precisa ser respeitada”, declarou.




