A defesa de Flávio Bolsonaro (PL) comparou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o vídeo de Jair Bolsonaro (PL) criado por inteligência artificial a bonecos, cartazes, máscaras e camisetas usados em campanhas eleitorais. A peça busca rebater uma ação que questiona a exibição do avatar na convenção nacional do PL.
Os advogados enviaram a manifestação ao ministro Kassio Nunes Marques, relator do caso na Corte. No documento, a defesa afirma que o recurso digital funcionou como uma representação artificial de apoio político, sem equivaler à presença real do ex-presidente.
“Ora, o avatar reclamado nada mais é do que a versão moderna e tecnológica daquilo que sempre foi usado em eventos partidários e eleitorais como bonecos de papel, imagens em cartazes e até em máscaras, camisas, com mensagens de apoio”, diz a peça apresentada ao TSE.
A defesa também afirma que o material seria uma “representação audiovisual contemporânea, personagem digital ou ‘boneco’ tecnológico empregado para expressar mensagem declaradamente artificial”. A comparação tenta enquadrar o vídeo como recurso de comunicação partidária semelhante a materiais visuais tradicionais.
📹#vídeo 🗳️ Vídeo de “Bolsonaro” feito com IA é exibido em convenção do PL
➡️ Gravação usa imagem e voz simuladas do ex-presidente; ele cumpre prisão domiciliar por condenação após tentativa de golpe
👇Assista ao vídeo: pic.twitter.com/gZP1J7BI2p
— Poder360 (@Poder360) July 25, 2026
Ação pede remoção de vídeo exibido em convenção do PL
A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, acionou o TSE para pedir a retirada do vídeo. O grupo aponta suposto uso irregular de inteligência artificial e propaganda eleitoral antecipada na exibição do conteúdo durante a convenção nacional do PL.
A campanha de Flávio fez a comparação com materiais de apoio eleitoral sem citar especificamente bonecos infláveis, embora esse tipo de peça visual apareça com frequência em períodos de disputa política. O argumento central sustenta que o avatar tinha caráter artificial e identificável.
Na mesma manifestação, os advogados do PL afirmam que canais oficiais ligados ao presidente Lula e ao PT também usam conteúdos produzidos com inteligência artificial contra integrantes da família Bolsonaro. A defesa usa esse ponto para contestar a tese de irregularidade isolada no caso da convenção.
O caso segue sob relatoria de Nunes Marques no TSE. A Corte deverá analisar o pedido de remoção do vídeo e os argumentos apresentados pela Federação Brasil da Esperança e pela defesa de Flávio Bolsonaro sobre o uso de inteligência artificial em peças políticas.




