O senador Eduardo Girão (Novo-CE) é o favorito dentro do partido para ocupar a vice na chapa presidencial do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema. A escolha levaria o Novo a uma composição puro-sangue depois de tentativas frustradas de atrair integrantes de outras legendas. Com informações do Globo.
Outro nome avaliado é o do cientista político Felipe d’Ávila, candidato do Novo à Presidência em 2022. Ele terminou aquela eleição em sexto lugar, com cerca de 600 mil votos, e permanece ligado à direção nacional da sigla.
Girão, porém, está lançado como pré-candidato ao governo do Ceará e conta com o apoio de Michelle Bolsonaro. A candidatura do senador foi um dos pivôs do atrito entre a ex-primeira-dama e Flávio Bolsonaro, que defendeu uma aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB) na eleição estadual.
Para aceitar a vaga de vice de Zema, Girão teria de abandonar a disputa cearense. O Novo pretendia oficializar sua candidatura ao governo no domingo, mas adiou a convenção para esta terça-feira (4), mantendo aberta a possibilidade de mudança.
O senador aparece com 3% das intenções de voto na pesquisa Genial/Quaest mais recente sobre o Ceará. Ciro Gomes lidera com 43%, seguido pelo governador Elmano de Freitas (PT), que tem 33% e busca a reeleição.
A busca de Zema por um vice já incluiu o empresário Geraldo Rufino, do Podemos, que acabou lançado ao Senado por São Paulo, e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa. As conversas com Barbosa não avançaram, e o Democracia Cristã decidiu apresentar candidatura própria à Presidência.
Zema também alternou os critérios públicos para a escolha. Já disse que preferia alguém do Nordeste, depois apontou que buscava uma mulher e, mais tarde, citou a exigência de “ficha limpa”. O prazo para as convenções termina na quarta-feira (5), enquanto as chapas devem ser registradas na Justiça Eleitoral até 15 de agosto.




