A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (4), mais uma fase da Operação Sem Desconto, investigação que apura um esquema nacional de descontos irregulares aplicados sobre aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Desta vez, o foco da operação é identificar e desarticular mecanismos de lavagem de dinheiro supostamente utilizados para ocultar recursos obtidos por meio das fraudes. As informações são do blog da Camila Bomfim, no portal g1.
Entre os alvos da ação estão a esposa e a irmã do . Os mandados foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que a investigação envolve autoridade com foro por prerrogativa de função. O parlamentar não foi alvo de mandados nesta fase da operação, mas permanece entre os investigados.
Ao todo, policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão, com o objetivo de reunir novas provas sobre o destino do dinheiro movimentado pelo grupo investigado.
É importante destacar que a realização de buscas não representa condenação nem comprovação de responsabilidade criminal. As investigações seguem em andamento e os fatos ainda serão analisados pelas autoridades competentes.
Investigação mira ocultação de patrimônio
Segundo a Polícia Federal, esta etapa da investigação concentra esforços na identificação de um suposto esquema destinado a ocultar a origem dos valores obtidos com os descontos considerados indevidos.
As apurações indicam que os investigados teriam recorrido a diferentes mecanismos para dificultar o rastreamento dos recursos pelas autoridades.
De acordo com a PF, há indícios de movimentações financeiras e patrimoniais realizadas por meio da utilização de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, empresas e operações envolvendo dinheiro em espécie.
Os investigadores suspeitam que essas estruturas tenham sido utilizadas para esconder tanto a origem quanto o destino final dos recursos provenientes das fraudes.
O material apreendido nesta nova fase será analisado para verificar a participação individual de cada investigado e identificar eventuais beneficiários do esquema.
Fraudes podem ter causado prejuízo bilionário
A Operação Sem Desconto investiga um esquema de descontos não autorizados em benefícios previdenciários entre os anos de 2019 e 2024.
Segundo estimativas da Polícia Federal, os desvios apurados até o momento podem alcançar R$ 6,3 bilhões, tornando a investigação uma das maiores já conduzidas envolvendo recursos destinados a aposentados e pensionistas do INSS.
As investigações buscam esclarecer como os descontos eram realizados, quem autorizava as operações e quais pessoas ou empresas teriam recebido os valores desviados.
Além da apuração sobre a fraude em si, a Polícia Federal também procura identificar a rede financeira utilizada para movimentar e ocultar os recursos obtidos de forma supostamente criminosa.
Nova fase busca identificar destino dos recursos
A PF informou que os trabalhos prosseguirão para esclarecer a origem e a destinação dos valores movimentados, bem como a finalidade dos repasses identificados ao longo da investigação.
Os investigadores também pretendem individualizar a conduta de cada suspeito, etapa considerada essencial para a responsabilização nas esferas criminal e patrimonial.
As diligências desta terça-feira representam mais um avanço da Operação Sem Desconto, que desde sua primeira fase vem ampliando o alcance das investigações e aprofundando a análise das movimentações financeiras relacionadas ao esquema.
Os mandados de busca e apreensão têm como finalidade coletar documentos, equipamentos eletrônicos e outros elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.




