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Fachada do Banco Master. Foto: Divulgação

Investigações da Polícia Federal (PF) identificaram uma possível ligação do Banco Master com um esquema de sonegação fiscal no setor de combustíveis que está sendo apurado pela Operação Sem Refino, deflagrada na semana passada. A ação mira fraudes fiscais, evasão de recursos públicos e favorecimento ilegal ao Grupo Refit, ligado à antiga Refinaria de Manguinhos. Com informações do Correio Braziliense.

Entre os alvos das diligências está o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, segundo fontes envolvidas nas investigações. A operação da PF incluiu o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão, inclusive contra o empresário Ricardo Magro, que também é investigado por supostas irregularidades no esquema.

A Sem Refino busca desarticular um suposto sistema que teria prejudicado a arrecadação tributária por meio de práticas ilegais no setor de combustíveis. A Polícia Federal trabalha sob autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos relacionados às apurações.

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Agente da Polícia Federal. Foto: Divulgação

Parte do relatório preliminar da Operação Compliance Zero, que investiga o que a PF classifica como fraude envolvendo o Banco Master, aponta conexões financeiras entre esquemas de sonegação no setor de combustíveis e operações bancárias da instituição.

Segundo as autoridades, diligências ainda estão em curso para mapear como foi estruturado o suposto esquema e quais seriam os impactos sobre a arrecadação federal e estadual. A investigação também busca identificar se houve favorecimento ilegal a empresas ligadas ao grupo investigado.

A PF tem intensificado a atuação em casos de sonegação fiscal neste ano, com foco em setores considerados estratégicos como combustíveis, que movimentam cifras bilionárias no Brasil. As operações visam impedir a evasão tributária e recuperar valores devidos aos cofres públicos.