A Polícia Federal avança em um inquérito que apura suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo Miguel Gutierrez, ex-CEO da Americanas. A investigação analisou movimentações de R$ 2,342 bilhões nas contas bancárias do executivo entre janeiro de 2013 e abril de 2024. Com informações de .
Gutierrez comandou a Americanas até 2022 e é investigado no caso da fraude bilionária revelada pela varejista. Só naquele ano, quando deixou o cargo, suas contas movimentaram R$ 992 milhões.
O total de R$ 2,342 bilhões se divide quase igualmente entre s e débitos. A apuração busca identificar a origem, o destino e a finalidade das transações realizadas no período sob análise.
A PF abriu a sindicância no ano passado para averiguar possível lavagem de capitais associada à manipulação do mercado financeiro. O procedimento evoluiu para a coleta de informações sobre as operações financeiras do ex-executivo.
PF aponta indícios de blindagem patrimonial
Em documentos da investigação, a Polícia Federal afirma que Gutierrez teria estruturado um plano de blindagem patrimonial para ocultar bens e valores. A corporação cita o uso de pessoas interpostas e de empresas sediadas no Brasil e no exterior.
Para os investigadores, os elementos reunidos indicam possível ocultação de patrimônio e valores. A PF avalia se as condutas podem configurar atos de lavagem de dinheiro.
A apuração mira especificamente as transações bancárias feitas pelo ex-CEO no intervalo de mais de 11 anos. O volume registrado em 2022 responde por uma parcela expressiva do total movimentado no período investigado.
No mês passado, a Polícia Federal ouviu representantes dos bancos nos quais Gutierrez realizou as movimentações. Os depoimentos integram as diligências do inquérito sobre o ex-dirigente da Americanas.




