Pular para o conteúdo
Política

Em oito anos, patrimônio de Jaques Wagner dispara 631% e chega a R$ 24,5 milhões

Por 3 min de leitura Expresso Rio
em-oito-anos,-patrimonio-de-jaques-wagner-dispara-631%-e-chega-a-r$-24,5-milhoes
Em oito anos, patrimônio de Jaques Wagner dispara 631% e chega a R$ 24,5 milhões
Seguir no Google News
Ouvir texto Pronto

Jaques Wagner, que pretende disputar a reeleição ao Senado, apresentou uma evolução patrimonial de 631% em oito anos. O valor informado neste ano representa uma alta significativamente superior à inflação acumulada no período, estimada em 49,4% pelo IPCA entre agosto de 2018 e julho de 2026.

O principal item responsável pelo aumento é um de R$ 13,8 milhões relacionado à venda de um terreno para o Esporte Clube Bahia e a empresa Lagoons Empreendimentos SPE Ltda. A área possui cerca de 51 mil metros quadrados e está localizada às margens da Via Metropolitana.

Segundo documentos citados na reportagem original, o terreno foi comprado pelo senador em 2000, quando ainda era deputado federal, por R$ 28 mil. Cerca de 25 anos depois, o imóvel teria sido negociado por R$ 15 milhões, o que representa uma valorização real estimada em aproximadamente 11.400%, já descontada a inflação do período.

Senador explica negociação de terreno

Em entrevista à rádio Andaiá FM, Wagner afirmou que não cobrou indenização pela parcela do terreno afetada pela construção da Via Metropolitana. Segundo ele, a área teria sido atingida pelo traçado definido para a rodovia.

O senador também comentou sobre a valorização do imóvel ao longo dos anos e afirmou que é natural que terrenos sofram valorização com o passar do tempo. A negociação, entretanto, foi posteriormente suspensa por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no contexto da nona fase da Operação Compliance Zero.

A determinação também atingiu a negociação de um apartamento de Wagner localizado no Corredor da Vitória, em Salvador. O imóvel havia sido negociado por R$ 10 milhões com Marcelo Araújo, prefeito de Conceição do Coité (BA).

Outros candidatos também registram alta

Entre os candidatos ao Senado pela Bahia, João Roma (PL), ex-ministro da Cidadania durante o governo Jair Bolsonaro, apresentou a segunda maior evolução patrimonial no período analisado. O patrimônio declarado passou de R$ 4,4 milhões, em 2018, para R$ 17 milhões neste ano, uma alta de 279%.

O candidato, que disputou o governo baiano em 2022 e terminou a eleição em terceiro lugar, declarou entre os novos bens imóveis rurais localizados em municípios do interior do estado.

Já Rui Costa (PT), ex-ministro da Casa Civil e também candidato ao Senado, informou patrimônio de R$ 1,264 milhão. Em 2018, o valor declarado era de R$ 674,3 mil, representando crescimento de 87% em oito anos.

Disputa eleitoral na Bahia ganha novos contornos

O senador Angelo Coronel (Republicanos), que busca a reeleição, declarou R$ 5,3 milhões em bens. Em 2018, o patrimônio informado era de R$ 5,6 milhões, indicando uma redução no valor declarado em relação à eleição anterior.

Na disputa pelo governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) declarou patrimônio de R$ 84,9 milhões, contra R$ 41,7 milhões informados em 2022. Já o governador Jerônimo Rodrigues (PT) passou de R$ 515 mil para R$ 1,3 milhão no mesmo intervalo.

A evolução patrimonial dos candidatos ocorre em um cenário de forte disputa política no estado. As investigações envolvendo o Banco Master também passaram a integrar o debate eleitoral, com diferentes grupos políticos trocando acusações e questionamentos relacionados ao caso.

As apurações da Polícia Federal e as decisões judiciais relacionadas ao caso ainda estão em andamento. Eventuais suspeitas ou acusações mencionadas no contexto das investigações dependem de esclarecimentos e do devido processo legal.

Ouvir texto Pronto