Uma passagem improvisada entre banheiros masculino e feminino foi descoberta por agentes penitenciários em uma unidade prisional do Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), a estrutura teria sido utilizada para permitir encontros íntimos entre detentos e visitantes durante períodos de visitação.
De acordo com a Seppen, a abertura foi identificada durante uma vistoria de rotina realizada dentro da unidade. A passagem havia sido construída com tábuas de madeira entre os banheiros utilizados por visitantes e presos durante os dias de visita.
Após a descoberta, a secretaria informou que determinou o fechamento imediato da passagem clandestina e a descaracterização de todas as intervenções feitas no local. Além disso, uma das visitantes identificadas no caso teve a carteira de acesso suspensa.
Ainda segundo o órgão, os presos envolvidos foram isolados administrativamente enquanto o caso segue sob apuração.
Em nota oficial, a Secretaria de Estado de Polícia Penal destacou que o presídio é exclusivamente masculino e não possui ala destinada a mulheres. Os banheiros citados, conforme a pasta, são utilizados apenas durante o período de visitas.
A descoberta da estrutura gerou uma investigação interna para apurar como a intervenção foi realizada dentro da unidade prisional e se houve falhas na fiscalização do espaço.
A Corregedoria-Geral da Seppen instaurou uma sindicância para investigar as circunstâncias do caso e identificar possíveis responsabilidades administrativas.
A secretaria também informou que o diretor da unidade havia sido exonerado do cargo uma semana antes da descoberta da passagem improvisada.
O caso chamou atenção dentro do sistema penitenciário do Rio de Janeiro e deve ter novos desdobramentos após a conclusão das investigações internas da Polícia Penal.




