O acolhimento e melhoria do atendimento de mulheres vítimas de violência no Hospital Geral de Guarus foi tema de uma reunião realizada na última semana. O encontro para definir ações contou com a participação de representantes da Subsecretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, Defensoria Pública e do superintendente do HGG, Vitor Mussi, além de membros de sua equipe.
O encontro reforçou a importância da integração entre Saúde, Assistência Social e Justiça, garantindo um atendimento mais humanizado, ágil e eficaz. Também foi discutida a necessidade da elaboração de protocolos que sejam disseminados para que em caso identificados de uma mulher vítima de violência, os profissionais estejam prontos para agir no intuito de retirá-la dessa situação de risco.
“Apesar de já termos políticas protocolares de atendimento à mulher vítima de violência, vamos alinhar este fluxo com as instituições para que o atendimento fique mais amplo. Tivemos uma reunião proveitosa de onde saíram ideias para trabalharmos em conjunto”, disse o superintendente do HGG, Vitor Mussi.
A subsecretária de Políticas Públicas para as Mulheres, Josiane Viana, reforçou o comprometimento da gestão municipal na proteção das mulheres.
“Essa reunião no HGG representou um passo estratégico para fortalecer a rede de proteção às mulheres no nosso município. Ao dialogarmos com a Defensoria Pública, na pessoa da doutora Rita Bicudo, e com o corpo clínico do Hospital Geral de Guarus, avançamos na construção de um fluxo integrado, humanizado e eficiente de atendimento às vítimas de violência. Nosso objetivo é estruturar o HGG como referência, garantindo acolhimento qualificado, equipe multidisciplinar capacitada e articulação direta com a segurança pública e a rede de apoio”, disse.
Diretora clínica do HGG, a médica Luisa Barreto diz que iniciativa trará resultados positivos ao trabalho de suporte já ofertado pela unidade de saúde.
“Costumamos identificar os diversos tipos de violência, principalmente a psicológica e a física nas pacientes internadas. Não somos procuradas de forma imediata na emergência por isso, mas durante a internação, quando a gente estreita o relacionamento com essa paciente, ela se sente cuidada, protegida e desabafa sobre a violência, buscando ajuda e direcionamento”, explicou.



