Oscar Schmidt é cremado com camisa da seleção após morte aos 68

Expresso Rio
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Imagem: Reprodução/Instagram

O ex-jogador Oscar Schmidt foi cremado na noite de sexta-feira (17), em uma cerimônia restrita à família. Ícone do esporte nacional, ele foi velado vestindo a camisa da seleção brasileira, símbolo de uma carreira marcada por feitos históricos. O local da despedida não foi divulgado.

Horas antes, Oscar morreu aos 68 anos após passar mal em casa, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, mas não resistiu após dar entrada em parada cardiorrespiratória. A causa da morte não foi oficialmente informada.

Considerado um dos maiores nomes da história do basquete, Oscar eternizado pelo apelido “Mão Santa” construiu uma trajetória repleta de marcas expressivas. Ele foi, por muitos anos, o maior pontuador da história da Seleção Brasileira e dos Jogos Olímpicos, consolidando seu nome entre os gigantes do esporte mundial. Também teve passagem marcante pelo Flamengo, onde encerrou a carreira em 2003.

Desde 2011, enfrentava problemas de saúde, incluindo um tumor cerebral. Mesmo diante das adversidades, manteve o bom humor e o otimismo que sempre marcaram sua personalidade dentro e fora das quadras.

Natural de Natal, no Rio Grande do Norte, Oscar teve uma carreira longeva, com 25 temporadas em alto nível. Ao longo desse período, acumulou 49.703 pontos, número que o colocou como maior pontuador da história do basquete mundial por décadas, sendo posteriormente superado por LeBron James. Apesar da fama, rejeitava o apelido que o consagrou, preferindo destacar o esforço por trás do talento: “Mão Santa nada, mão treinada”.

Nos Jogos Olímpicos, deixou um legado difícil de ser igualado. Com 1.093 pontos, lidera o ranking histórico de pontuadores da competição. Participou de cinco edições consecutivas e protagonizou atuações memoráveis, como na Jogos Olímpicos de Seul 1988, quando marcou 55 pontos contra a Espanha recorde em uma única partida olímpica.

Pela seleção brasileira, viveu um dos momentos mais emblemáticos do esporte nacional ao conquistar a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987. Na final, liderou o Brasil na vitória por 120 a 115 sobre os Estados Unidos, resultado histórico que marcou a primeira derrota dos norte-americanos em casa na competição.

Além disso, integrou a equipe que conquistou o bronze no Mundial de 1978, nas Filipinas. Ao longo de sua trajetória com a seleção, entre 1977 e 1996, somou 7.693 pontos em 326 partidas oficiais, números que reforçam o tamanho de sua contribuição ao basquete brasileiro.

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