A Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da RioLuz, autorizou a contratação de uma empresa para dar continuidade aos serviços de remoção e limpeza de fios e cabos desativados nos postes da cidade. O contrato, no valor de R$ 2,09 milhões, foi publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (29) e integra a Operação Caça-Fios, iniciativa voltada ao ordenamento da rede aérea em diferentes regiões do município.
A empresa Prolumen Projetos e Serviços Ltda será responsável pela execução técnica dos trabalhos. A companhia já atua junto à prefeitura na área de iluminação pública e também participa de ações ligadas à retirada de cabos soltos, partidos ou abandonados nas vias do Rio de Janeiro.
Criada em outubro de 2022, a Operação Caça-Fios tem como objetivo eliminar estruturas irregulares nos postes, melhorar a segurança urbana e reduzir riscos para motoristas e pedestres. Além da remoção de fios inutilizados, a ação também corrige instalações que estejam fora dos padrões técnicos exigidos.
Segundo a RioLuz, somente em 2025 já foram retirados mais de 400 quilômetros de cabos inservíveis em diferentes bairros da capital fluminense. Desde o início da operação, o volume acumulado ultrapassa 30 toneladas de fios removidos.
A força-tarefa reúne diversos órgãos e concessionárias, entre eles a Light S.A., a Agência Nacional de Telecomunicações e operadoras de telecomunicações, com apoio das subprefeituras, que indicam os pontos considerados mais críticos em cada região da cidade.
Um dos principais desafios enfrentados pelas equipes é a identificação dos responsáveis pelos cabos irregulares. De acordo com a prefeitura, a dificuldade em apontar a titularidade da fiação acaba atrasando a responsabilização direta das empresas envolvidas.
A administração municipal também aponta que a desordem na rede aérea é agravada por furtos frequentes de fios e pela instalação desorganizada de estruturas de telecomunicações em postes espalhados pelo Rio de Janeiro.
Como parte da estratégia operacional, todo o material recolhido é encaminhado para Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio. Caso os fios não sejam reivindicados pelas empresas responsáveis no prazo de 30 dias, o material é levado a leilão, e os recursos arrecadados retornam aos cofres públicos.
A expectativa é que a ampliação dos serviços acelere a limpeza da rede aérea e contribua para melhorar a paisagem urbana, além de reforçar a segurança em bairros da capital e demais regiões do município.
