O alerta do Centrão após pesquisa sobre queda de Flávio censurada por Kassio

Lideranças de partidos do Centrão passaram a acompanhar com atenção a suspensão da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg que apontava recuo nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. A decisão foi tomada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, relator do caso.
O levantamento, divulgado em 19 de maio, teve sua divulgação interrompida por decisão liminar após questionamentos apresentados pelo Partido Liberal (PL) sobre a metodologia utilizada pela pesquisa. O mérito da ação ainda será analisado pela Corte Eleitoral.
Nos bastidores, dirigentes partidários ouvidos pelo Metrópoles avaliam que a medida pode abrir um precedente para futuras contestações envolvendo pesquisas eleitorais durante a campanha de outubro. O tema passou a ser acompanhado por diferentes legendas que participam das articulações nacionais para a eleição.
A decisão despertou a atenção sobre a atuação da Justiça Eleitoral em disputas relacionadas a levantamentos de opinião pública. O assunto também entrou na pauta de equipes jurídicas que atuam junto a partidos políticos.
Marqueteiros e advogados eleitorais ligados a diferentes siglas acompanham os desdobramentos do caso para entender quais critérios poderão ser aplicados em eventuais questionamentos a pesquisas registradas durante o processo eleitoral.
Embora evitem críticas públicas ao TSE, integrantes do Centrão defendem que decisões envolvendo a suspensão de levantamentos eleitorais sejam fundamentadas em elementos técnicos capazes de sustentar eventuais restrições à divulgação dos dados.
A avaliação predominante entre esses dirigentes é que a definição do caso poderá influenciar futuras discussões sobre pesquisas eleitorais e servir como referência para disputas semelhantes ao longo da campanha presidencial.
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