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Política

Nunes Marques anuncia selo do TSE para premiar institutos que mais acertarem eleições

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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Nunes Marques anuncia selo do TSE para premiar institutos que mais acertarem eleições
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, anunciou nesta terça-feira (14) a intenção de criar um selo de acurácia eleitoral para premiar os institutos de pesquisa que mais acertarem os resultados das eleições.

Nunes Marques apresentou a minuta da proposta em reunião com 16 institutos no TSE. O ministro afirmou que a premiação busca reconhecer empresas cujas estimativas fiquem mais próximas dos resultados oficiais.

“É chegado o momento da Justiça Eleitoral laurear as empresas que a cada ciclo dedicam os seus maiores esforços em favor da democracia. Essa iniciativa destina-se ao reconhecimento das entidades cujas estimativas apresentem o maior grau de aderência dos resultados oficiais das eleições”, disse o presidente da Corte Eleitoral.

Os institutos terão até sexta-feira (17) para enviar contribuições sobre a proposta. As sugestões vão orientar a definição dos critérios de escolha dos vencedores do selo, segundo Nunes Marques.

Participaram da reunião representantes de institutos como AtlasIntel, Datafolha, Ipsos-Ipec, Quaest, MDA Pesquisa, Ipespe, Nexus, Paraná Pesquisas, PoderData, Real Time Big Data e Vox Brasil, além de outras empresas do setor.

O presidente do TSE afirmou que as pesquisas eleitorais têm relevância no debate público. “O eleitorado brasileiro atribui significativo valor às informações por elas produzidas, que se consolidaram como sustentáculo na compreensão da dinâmica eleitoral, possuindo impacto efetivo no engajamento desse processo”, declarou.

Nunes Marques também citou mudanças nas metodologias de coleta de dados e nos hábitos de comunicação dos eleitores. Para ele, o aprimoramento das pesquisas constitui um desafio compartilhado por institutos, comunidade científica e instituições que atuam no processo democrático.

A reunião ocorreu após a interrupção, em junho, do julgamento sobre uma decisão individual do próprio Nunes Marques que determinou a retirada do conteúdo e a suspensão da divulgação de uma pesquisa do AtlasIntel. O levantamento apontou, em maio, queda de cinco pontos nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do partido.

A pesquisa saiu após o vazamento de um áudio em que Flávio Bolsonaro pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para um filme sobre Jair Bolsonaro. O PL acionou o TSE e alegou que o questionário do instituto teria sido estruturado para induzir respostas negativas sobre o senador, criando uma narrativa acusatória.

À época, o AtlasIntel afirmou que respeitava a decisão e que fornecia informações sobre a metodologia do levantamento. “A situação será devidamente esclarecida a partir da análise técnica dos fatos e da metodologia empregada e confiamos no colegiado do TSE para afirmar a robustez técnica e a legalidade do estudo”, disse o instituto.

A ministra Estela Aranha pediu mais prazo para analisar o caso, e o plenário interrompeu o julgamento. A decisão individual de Nunes Marques segue vigente até a retomada da análise, ainda sem previsão, e ministros destacaram na sessão o impacto do processo para as campanhas eleitorais.

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