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Política

Nunes Marques lança plataforma de apoio a candidaturas indígenas nas eleições de 2026

Por Atualizado em 8 Jul 2026, 15h40 3 min de leitura Expresso Rio
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A presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o comando do ministro Kassio Nunes Marques tem colocado a participação dos povos indígenas no centro das discussões para as eleições de 2026. As novas regras aprovadas pela Corte buscam ampliar a representatividade indígena e garantir maior inclusão no processo eleitoral brasileiro.

Entre as principais mudanças está a criação de uma cota proporcional de financiamento para candidaturas indígenas. A medida determina que partidos políticos destinem recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha de acordo com o percentual de candidatos indígenas registrados por cada legenda.

Fiscalização das autodeclarações indígenas

As novas resoluções também ampliam os mecanismos de controle sobre o uso desses recursos. Associações e lideranças indígenas poderão acompanhar e fiscalizar as autodeclarações étnicas apresentadas pelos candidatos, reduzindo o risco de fraudes e garantindo que os recursos cheguem efetivamente aos povos originários.

A medida busca fortalecer a transparência eleitoral e evitar o uso indevido de benefícios destinados à promoção da diversidade política.

Transporte de eleitores indígenas entra na pauta

Outro tema que ganhou destaque na gestão de Nunes Marques é o transporte de eleitores indígenas durante o período eleitoral.

A proposta em análise prevê que a responsabilidade pelo deslocamento dos eleitores seja transferida para os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), buscando aumentar a neutralidade e a independência no acesso às urnas, especialmente em áreas remotas e de difícil acesso.

As resoluções aprovadas pelo TSE também reforçam direitos já existentes para comunidades indígenas.

Entre os avanços estão:

Emissão do título eleitoral sem exigência de fluência em português;

Capacitação específica de mesários para atuação em comunidades indígenas;

Consulta prévia aos povos afetados em alterações de locais de votação;

Respeito às diretrizes previstas na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Segundo especialistas e representantes indígenas, as medidas representam avanços importantes para ampliar a participação política dos povos originários e reduzir barreiras históricas de acesso ao sistema eleitoral.

Apesar das mudanças, lideranças indígenas avaliam que ainda existem desafios para garantir uma representatividade mais ampla.

Isso porque a legislação não estabelece uma reserva mínima obrigatória de candidaturas indígenas nos partidos políticos. Na prática, a distribuição proporcional de recursos pode ter impacto limitado caso as legendas lancem poucos candidatos indígenas nas eleições.

A expectativa é que as novas regras contribuam para ampliar a presença indígena nos espaços de poder e fortaleçam a participação dos povos originários no processo democrático brasileiro durante as eleições de 2026.

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