Motoboys protestam em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, e provocam transtornos no trânsito após uma manifestação que tomou conta de uma das principais avenidas da cidade nesta sexta-feira (24). A mobilização foi marcada por bloqueios, queima de pneus e momentos de tensão envolvendo motoristas.
O protesto aconteceu na Avenida 28 de Março, na altura da Rua do Leão, ponto estratégico da cidade e conhecido pelo intenso fluxo de veículos. Dezenas de motociclistas se concentraram no local para demonstrar insatisfação com o aumento das blitzes realizadas pela Guarda Civil Municipal (GCM), ação que, segundo os manifestantes, tem sido frequente em diversos bairros.
Durante o ato, os participantes chegaram a atear fogo em pneus, o que contribuiu para a interrupção parcial da via e agravou o cenário de congestionamento. A fumaça e os bloqueios improvisados dificultaram ainda mais a passagem de veículos, gerando impactos imediatos na rotina de quem circulava pela região.

A situação chamou a atenção de moradores e motoristas que tentavam atravessar o trecho interditado. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram momentos de discussão entre condutores e manifestantes, evidenciando o clima de tensão no local. Em alguns registros, é possível observar bate-bocas e tentativas frustradas de atravessar a via bloqueada.
Diante da escalada do conflito, a Polícia Militar foi acionada para acompanhar a ocorrência e evitar que a situação saísse do controle. A presença dos agentes teve como objetivo conter possíveis confrontos e garantir a segurança de todos os envolvidos.
Os motoboys alegam que as fiscalizações têm ocorrido de forma constante e, em alguns casos, com abordagens consideradas excessivas. A categoria reivindica mais diálogo com o poder público e revisão das ações, destacando que muitos profissionais dependem diretamente das motocicletas para garantir renda.
Por outro lado, a atuação da Guarda Civil Municipal segue voltada à fiscalização e à segurança viária, com o objetivo de assegurar que os veículos estejam regularizados e em conformidade com a legislação de trânsito.
O episódio expôs o impasse entre o reforço das ações de fiscalização e a insatisfação de trabalhadores que utilizam a moto como principal ferramenta de trabalho. Além do impacto no tráfego, o protesto reacendeu o debate sobre equilíbrio entre controle urbano e condições de trabalho da categoria.
A reportagem tentou contato com o presidente da associação dos motoboys de Campos dos Goytacazes, com o 8º Batalhão de Polícia Militar e com a Guarda Civil Municipal, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.



