O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo Lula adotará cautela no processo de reciprocidade aberto contra o tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A etapa inicial buscará ouvir empresários do Brasil e do exterior sobre os efeitos de uma possível reação comercial.
“O processo de reciprocidade em um país que é sério e quer ouvir quem é afetado pela reciprocidade demanda oitiva de quem é interessado e de quem é impactado por uma medida que pode vir ou não a ser adotada no futuro”, disse Durigan.
O governo brasileiro notificou os Estados Unidos sobre o início do procedimento e solicitou consultas diplomáticas. Em nota, o Palácio do Planalto classificou as tarifas norte-americanas como “injustificadas e arbitrárias” e afirmou que o país defenderá sua posição nas instâncias cabíveis.
A gestão de Donald Trump aplicou uma tarifa de 25% específica ao Brasil e outra de 12,5% que alcança também outros países. As duas cobranças se somam, com exceções para determinados itens da pauta de exportações brasileiras.
Lei prevê consultas antes de eventual resposta comercial
Durigan disse que a primeira consequência do processo será reunir preocupações do setor produtivo. “O primeiro impacto do processo é poder colher do empresariado, em especial o brasileiro, mas também do exterior qual é o impacto e as preocupações que eles têm”, afirmou.
O procedimento tem como base a Lei da Reciprocidade Econômica, sancionada em 2025 após aprovação por ampla maioria no Congresso. O ministro destacou que o Legislativo aprovou a norma por unanimidade e disse que o governo a conduzirá com responsabilidade.
Em outra frente, Durigan afirmou que a União atua para preservar serviços essenciais do Distrito Federal diante da crise envolvendo o BRB. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e a Advocacia-Geral da União coordenaram reuniões sobre garantias do DF que bancos têm rejeitado.
O ministro também criticou a decisão do governo de São Paulo, de Tarcísio de Freitas, de recorrer ao Supremo Tribunal Federal por uma suposta demora da Fazenda na análise de empréstimo com aval da União. Ele disse que a pasta já autorizou R$ 270 bilhões em operações para estados e municípios e publicou cinco operações de , entre elas R$ 5,4 bilhões para São Paulo investir em metrô e trem.




