Como as “ex” de Bolsonaro, Michelle mostra quem manda.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou na noite de sexta-feira (31) que está “presa” com o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e que a situação limita uma eventual campanha ao Senado Federal. Ela disse que conversaria com Bolsonaro para definir até sábado (1º) se entraria na disputa.
“Estou limitada também, estou presa com o meu marido e me impossibilita de fazer campanha. Tudo o que eu faço, eu gosto de fazer bem-feito. Estou conversando com ele e a gente deve definir até amanhã. Devo me pronunciar na convenção”, declarou Michelle, ao mencionar o evento programado para domingo (2).
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar no processo que apura a tentativa de golpe de Estado. Michelle afirmou que sua prioridade é cuidar do ex-presidente e declarou não poder contar com outras pessoas neste momento.
Ela também citou expectativas do presidente do partido, de integrantes do grupo político e do PL Mulher. A ex-primeira-dama disse que apoiará a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), a quem chamou de “nossa senadora”, além de candidatos a deputado estadual e federal.
Reunião com Valdemar Costa Neto tratou de possível candidatura
Michelle se reuniu durante a tarde com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, em uma casa de doces de Maria Amélia, amiga da ex-primeira-dama e pré-candidata a deputada federal, em Brasília.
Após o encontro, Valdemar afirmou que a decisão dependerá de Jair Bolsonaro. “Ela vai decidir isso, provavelmente, até domingo. Quem vai decidir é o Bolsonaro se ela sai de candidata ou não. Porque ela está lá com ele, cuidando dele. E ela tem esse problema pela frente. É muito difícil fazer campanha”, disse o dirigente.
Questionada sobre conversas políticas com o marido, Michelle respondeu que os dois falam pouco sobre o tema para manter o ambiente doméstico tranquilo. “Soluço é resultado da tensão. Eu tento proporcionar o lar tranquilo para a gente não ter que conversar sobre esses assuntos”, afirmou.
A ex-primeira-dama disse que Bolsonaro está bem e que o soluço “deu uma trégua”. Ela também criticou a suspensão das visitas ao ex-presidente após a divulgação de uma carta em defesa da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República: “Está sendo injustiçado”.




