A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) informou neste domingo (02) que continua internada devido à persistência de um quadro de cefaleia, horas antes da convenção do partido no Distrito Federal, prevista para ter a presença de Flávio Bolsonaro (PL).
A assessoria de Michelle afirmou que médicos realizaram um procedimento de bloqueio anestésico dos nervos cranianos e pericranianos. A equipe disse que aguarda um novo pronunciamento médico para divulgar informações sobre o estado de saúde dela.
A convenção do PL no Distrito Federal está marcada para o final da tarde deste domingo, 2, e vai reunir Flávio, candidato do partido à Presidência da República. Havia expectativa de que os dois se encontrassem pela primeira vez desde a crise pública que envolveu os integrantes da família Bolsonaro.
Michelle aceitou em 23 de julho um pedido de desculpas de Flávio. O gesto ocorreu após semanas de tensão provocada por divergências sobre a articulação eleitoral do PL no Ceará.
A crise começou em 24 de junho, depois que Michelle publicou nas redes sociais um vídeo de 27 minutos. Na gravação, ela afirmou que Flávio a “humilhou” e “maltratou” durante uma ligação telefônica.
O desentendimento teve como motivo a posição da ex-primeira-dama contra uma aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB) no Ceará. A discussão expôs uma disputa interna no campo bolsonarista às vésperas das definições eleitorais de 2026.
A direção nacional do PL decidiu lançar Michelle Bolsonaro e a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) como candidatas ao Senado pelo Distrito Federal. O partido também definiu apoio à vice-governadora Celina Leão (Progressistas) na disputa pelo governo distrital.
O acordo deixa fora da chapa o governador Ibaneis Rocha (MDB) e o senador Izalci Lucas (PL), que planejavam concorrer às vagas do Senado. Em 2022, Michelle apoiou Damares Alves para o Senado no Distrito Federal; Damares venceu com 714.562 votos, ou 44,98% dos votos válidos.




