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Menino fica preso a sofá após acidente com supercola e mobiliza bombeiros em Minas Gerais

Expresso Rio
Imagem: Reprodução

Uma situação inusitada chamou a atenção em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta quarta-feira (10). Um menino de 3 anos precisou ser resgatado pelo Corpo de Bombeiros após ficar preso a um sofá por conta de uma grande quantidade de supercola espalhada sobre o estofado da residência onde mora com a família.

Segundo informações divulgadas pela corporação, a criança teria tido acesso ao produto adesivo e acabou derramando a substância sobre o sofá. Pouco depois, ao sentar no local, parte de sua perna ficou aderida ao móvel, impossibilitando que ela se levantasse sozinha.

De acordo com relatos dos responsáveis, as primeiras tentativas de retirar o menino do sofá não tiveram sucesso. Com receio de provocar ferimentos na pele ou aumentar o desconforto da criança, a família decidiu solicitar ajuda especializada.

Ao chegarem à residência, os bombeiros avaliaram a situação e iniciaram uma operação delicada para remover o menino em segurança. O trabalho exigiu cautela para evitar lesões causadas pela forte aderência da cola ao tecido do sofá e ao corpo da criança.

Imagens divulgadas pelo Corpo de Bombeiros mostram que parte do estofado precisou ser cortada durante a operação. Segundo informações divulgadas pela corporação, os militares utilizaram ferramentas apropriadas para separar gradualmente o tecido da área afetada.

O procedimento foi realizado de forma controlada, preservando a integridade física da criança. Conforme relatos divulgados pela imprensa local, o menino já demonstrava sinais de dor devido à posição em que permaneceu preso por determinado período.

Após ser retirada do sofá, a criança foi encaminhada para uma unidade de saúde para avaliação médica. O objetivo foi verificar possíveis irritações, lesões cutâneas ou outras consequências relacionadas ao contato prolongado com o adesivo e ao tempo de imobilização.

Segundo as informações divulgadas até o momento, o resgate foi concluído sem complicações graves. O menino recebeu atendimento e o caso terminou apenas com o susto vivido pela família.

O episódio também reacendeu o debate sobre os riscos de acidentes domésticos envolvendo produtos químicos de uso cotidiano. Especialistas em segurança infantil alertam que substâncias como supercola, solventes, produtos de limpeza e medicamentos devem permanecer armazenados em locais elevados ou protegidos do alcance de crianças.

Por apresentar secagem rápida e alto poder de aderência, a supercola pode causar acidentes em poucos segundos. Dependendo da situação, tentativas improvisadas de remoção podem provocar lesões na pele e agravar o problema.

Em casos semelhantes, a orientação é evitar puxar a área aderida com força excessiva e procurar orientação médica ou auxílio dos serviços de emergência. O atendimento especializado pode reduzir riscos e evitar danos maiores.

Dados de entidades ligadas à saúde e à proteção da infância apontam que acidentes domésticos estão entre as principais causas de atendimento de emergência envolvendo crianças pequenas no Brasil. Quedas, queimaduras, intoxicações, cortes e contato com produtos químicos aparecem entre as ocorrências mais frequentes.

Embora tenha terminado sem consequências graves, o caso registrado em Betim reforça a importância da supervisão constante de crianças em ambientes domésticos e da adoção de medidas preventivas para reduzir riscos dentro de casa.

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