Pular para o conteúdo

Margareth Menezes Critica Filme sobre Bolsonaro e Oponente é Descrita como “Produtora de Mentira”

Expresso Rio
Imagem: Reprodução

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, fez uma declaração que repercutiu no meio político neste sábado (30) ao comentar, de forma indireta, a produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, produção que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. A fala ocorreu durante o lançamento da Plataforma Tela Brasil, iniciativa voltada à ampliação do acesso a conteúdos audiovisuais nacionais.

Durante o evento, Margareth destacou ações desenvolvidas pelo Ministério da Cultura e afirmou que o fortalecimento do setor cultural não depende de estratégias artificiais para ganhar relevância. A declaração rapidamente passou a ser associada à produtora Go Up Entertainment, responsável pela realização do filme.

Ao discursar durante o lançamento da plataforma, a ministra afirmou estar satisfeita com os avanços promovidos pela pasta e elogiou o trabalho da equipe do Ministério da Cultura.

“Eu estou muito feliz com esse momento, muito gratificada de estar nesse lugar de ministra da Cultura, contar com essa equipe maravilhosa do Ministério da Cultura, todo mundo comprometido de fazer com que as políticas culturais cheguem a todo lugar e fortalecer o nosso setor. A gente não precisa de inventar produtora de mentira para ser o que a gente é”, declarou.

A fala foi interpretada por diversos observadores políticos como uma referência à Go Up Entertainment, produtora que está no centro de discussões relacionadas à produção do filme “Dark Horse”.

A polêmica ganhou força após a divulgação de reportagens envolvendo conversas entre o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, associado ao Banco Master.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, as mensagens tratariam de discussões relacionadas à busca de recursos para a produção cinematográfica. O caso gerou questionamentos sobre os bastidores do financiamento do projeto.

O tema passou a ocupar espaço no debate político nacional, ampliando a visibilidade da produção antes mesmo de seu lançamento.

Em nota pública, a Go Up Entertainment negou ter recebido recursos de Daniel Vorcaro para a realização da obra.

De acordo com a produtora, o filme não recebeu “um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro”. A manifestação foi divulgada após a repercussão das reportagens que relacionaram o projeto às conversas reveladas.

A empresa sustenta que o financiamento da produção ocorreu por outros meios e rejeita qualquer associação direta com recursos atribuídos ao ex-banqueiro.

O senador Flávio Bolsonaro confirmou que manteve conversas com Daniel Vorcaro sobre o projeto cinematográfico. Segundo ele, o objetivo era buscar patrocínio privado para uma produção privada que conta a trajetória de seu pai.

A declaração foi dada em meio às discussões sobre o financiamento da obra e aos questionamentos surgidos após a divulgação das mensagens.

Enquanto a controvérsia envolvendo o filme continua repercutindo, o Ministério da Cultura lançou oficialmente a Plataforma Tela Brasil, iniciativa que busca ampliar o acesso da população a produções audiovisuais nacionais.

Segundo o governo federal, o projeto pretende fortalecer a circulação de conteúdos brasileiros, ampliar a democratização do acesso à cultura e incentivar a valorização do setor audiovisual no país.

A declaração de Margareth Menezes ocorreu justamente durante a apresentação da plataforma e acabou ampliando o debate público sobre a relação entre cultura, financiamento de produções audiovisuais e disputas políticas no Brasil.

autores
tópicos relacionados

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *.