A maioria dos diretórios estaduais do Podemos resiste à indicação da presidente nacional do partido, a deputada federal Renata Abreu (SP), para ocupar a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). Uma nova consulta interna manteve a preferência da legenda pela neutralidade na eleição presidencial. Com informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo.
Renata voltou a ouvir os estados depois que seu nome foi sugerido para a vaga pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Até esta segunda-feira (3), porém, as manifestações recebidas não haviam alterado a posição predominante dentro do partido.
Dirigentes apresentam duas justificativas para rejeitar a composição. A primeira é a imagem pública do Podemos, que tenta se apresentar como uma força de centro e independente dos dois principais campos da disputa presidencial.
A segunda razão é eleitoral. A direção avalia que a neutralidade facilita a formação de chapas para deputado federal e estadual, permitindo acordos diferentes em cada estado e ajudando o partido a ampliar sua representação no Congresso e nas assembleias legislativas.
Flávio se reuniu com Renata na sexta-feira (31), em um encontro articulado por Ricardo Nunes. O PL apresentou a possibilidade de uma aliança nacional e discutiu a entrada da deputada na chapa, mas não obteve compromisso da dirigente.
A resistência do Podemos se soma às recusas do PP e do União Brasil e ao encontro sem acordo entre Flávio e o presidente do Republicanos, Marcos Pereira. O candidato do PL chega aos últimos dias das convenções sem vice e sem apoio formal de outra legenda.
A decisão final do Podemos deve ser comunicada a Flávio até quarta-feira (5). Pelas consultas realizadas até agora, a tendência é que o partido mantenha a neutralidade e libere os diretórios para negociar conforme as disputas estaduais.




