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Mãe de bebê morta com sinais de violência é presa; pai também tem prisão decretada

Por Luana Furtado Furtado · 24 de Junho de 2026 · 19:01 ·4 min de leitura
Mãe de bebê morta com sinais de violência é presa; pai também tem prisão decretada

A prisão dos pais de uma bebê de dois meses que morreu após dar entrada com graves lesões no Hospital Ferreira Machado (HFM) ganhou novos desdobramentos nesta quarta-feira (24). A Justiça decretou a prisão temporária do casal durante as investigações que apuram as circunstâncias da morte da criança, ocorrida no último sábado (20).

De acordo com informações divulgadas pelas autoridades responsáveis pelo caso, a bebê apresentava diversas lesões consideradas compatíveis com violência física. A investigação busca esclarecer como os ferimentos ocorreram e qual foi a participação de cada um dos responsáveis pela criança.

A decisão foi proferida pelo Juízo da 5ª Vara de Garantias, que autorizou a prisão temporária dos pais pelo prazo inicial de 30 dias.

Segundo informações da Polícia Civil, exames médicos realizados no Hospital Ferreira Machado identificaram lesões severas no corpo da criança.

De acordo com a apuração, os laudos apontam fratura no fêmur, fraturas em costelas e traumatismo craniano. As autoridades afirmam que os ferimentos encontrados reforçam a linha investigativa de que a bebê teria sido vítima de violência.

Em declaração à imprensa, o delegado responsável pelo caso informou que não há dúvidas, neste momento da investigação, de que a criança sofreu agressões antes de morrer.

Ainda conforme a polícia, a prisão temporária foi solicitada para garantir o aprofundamento das diligências e a coleta de novas provas que possam esclarecer os fatos.

Durante a investigação, novas testemunhas foram ouvidas pelos agentes.

Segundo relatos colhidos pela polícia, algumas pessoas que tiveram contato com a família teriam observado situações consideradas preocupantes envolvendo os cuidados prestados à bebê.

De acordo com os depoimentos registrados, testemunhas relataram episódios que estariam sendo analisados pelos investigadores como possíveis indícios de negligência. Entre os relatos, consta a informação de que a criança teria sido deixada sozinha em um banco dentro da unidade hospitalar em determinado momento.

As autoridades também apuram declarações prestadas pelo pai da criança durante os depoimentos. Conforme informado pela polícia, os relatos apresentados pelas partes serão confrontados com os demais elementos da investigação para verificar a veracidade das informações.

A Polícia Civil ressalta que todas as versões continuam sendo analisadas e que o inquérito segue em andamento.

Segundo a autoridade policial, a investigação foi instaurada inicialmente para apurar possível crime de tortura com resultado morte. No entanto, a tipificação penal poderá ser revista conforme surgirem novas evidências ao longo das diligências.

Os investigadores buscam esclarecer se houve participação direta de um ou dos dois responsáveis nos fatos que resultaram na morte da criança.

Outra linha de apuração analisa eventual responsabilidade por omissão, caso fique comprovado que algum dos responsáveis tinha o dever legal de proteger a bebê e deixou de agir para impedir as agressões.

Durante os próximos 30 dias, novas testemunhas deverão ser ouvidas e laudos complementares serão incorporados ao inquérito.

A Polícia Civil informou que somente após a conclusão das investigações será possível definir com precisão a responsabilidade individual de cada investigado e eventual enquadramento criminal.

Enquanto isso, o caso segue mobilizando as autoridades e causando forte repercussão na região. A investigação continua sob sigilo parcial para preservar a coleta de provas e garantir o andamento dos trabalhos policiais.

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