As campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) planejam reduzir a participação dos candidatos em debates presidenciais no primeiro turno e priorizar sabatinas jornalísticas. A estratégia foi relatada à CNN Brasil por integrantes das equipes, que negociam entrevistas individuais com emissoras de televisão e veículos impressos.
Apesar da convergência no formato, os dois candidatos apresentam justificativas distintas. Lula já afirmou publicamente que não pretende comparecer a encontros que privilegiem provocações e deixem em segundo plano a discussão de propostas para o país.
A tendência é que o presidente participe apenas do último debate do primeiro turno, tradicionalmente promovido pela Rede Globo. A decisão, no entanto, ainda não foi anunciada formalmente, e a programação pode ser alterada ao longo da campanha.
Flávio, por sua vez, sinalizou que só pretende comparecer aos debates televisivos caso Lula também esteja presente. Sem o petista, o senador avalia que se tornaria o principal alvo dos demais candidatos.
Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) têm concentrado ataques nos dois nomes que aparecem à frente nas pesquisas. As campanhas de Lula e Flávio consideram que o formato coletivo pode ampliar o desgaste e elevar os índices de rejeição.
As sabatinas permitem que cada candidato controle melhor a exposição e responda às perguntas sem interrupções ou confronto direto com adversários. Os dois comandos de campanha passaram, por isso, a negociar espaços individuais com os principais grupos de comunicação.
A postura deve mudar em um eventual segundo turno. Tanto Lula quanto Flávio indicaram disposição para participar de confrontos diretos quando restarem apenas dois candidatos, sem a presença dos demais concorrentes na disputa.
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- Senado Federal




