A primeira-dama Janja Lula da Silva manifestou solidariedade à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e à senadora Damares Alves (Republicanos-DF) após ambas relatarem ataques nas redes sociais em meio à crise política envolvendo o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em entrevista à Folha de S.Paulo e ao UOL, Janja afirmou que a defesa das mulheres deve ocorrer independentemente da posição ideológica e condenou a violência dirigida às duas.
“A misoginia não tem lado”
Ao comentar o episódio, Janja afirmou que nenhuma mulher deve ficar sem apoio diante de ataques e ressaltou que a misoginia afeta mulheres de diferentes correntes políticas.
Segundo a primeira-dama, a violência de gênero ultrapassa divisões entre direita e esquerda, conservadores e progressistas, e deve ser enfrentada de forma conjunta.
Ela também afirmou que o campo progressista repudia esse tipo de comportamento e avaliou que o episódio pode contribuir para ampliar a percepção de mulheres conservadoras sobre a gravidade da violência política de gênero.
Defesa do PL da Misoginia
Durante a entrevista, Janja voltou a defender a aprovação do projeto de lei que criminaliza atos de misoginia, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados.
A primeira-dama afirmou que o caso reforça a necessidade de criação de mecanismos legais para combater esse tipo de violência e lembrou que mulheres de diferentes religiões e perfis sociais também são vítimas de agressões.
Damares relatou ameaças
As declarações de Janja ocorrem poucos dias depois de Damares Alves denunciar ataques direcionados à sua família durante reunião da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado.
Na ocasião, a senadora afirmou que recebeu ameaças contra sua filha e relatou que mensagens publicadas nas redes sociais continham simulações de extrema violência contra a jovem.
Segundo Damares, os ataques extrapolaram o debate político e passaram a atingir sua vida pessoal e familiar.
Crise entre Michelle e Flávio
Michelle Bolsonaro passou a ser alvo de ataques de parte de apoiadores da direita após divulgar um vídeo afirmando que foi maltratada pelo enteado, Flávio Bolsonaro.
A declaração deu início a uma crise pública dentro do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Desde então, Damares tem feito reiteradas manifestações em defesa da ex-primeira-dama e também afirma estar sendo alvo de ataques e desinformação nas redes sociais.




