Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, usou presentes de luxo para ganhar confiança e influenciar figuras importantes da política nacional, segundo s ouvidas pelo blog de Clarissa Oliveira na CNN Brasil. Uma pessoa que acompanhou as investigações citou um político de projeção nacional entre os “presenteados”.
Vorcaro encontrou o interlocutor em um evento e, durante a conversa, comentou as “delícias” que havia experimentado em um restaurante luxuoso. Ele disse que quase ninguém conseguia uma mesa no local e afirmou que contava com um ótimo “concierge”, podendo conseguir uma reserva para o político e sua família sem dificuldade.
O político aceitou a oferta e a reserva acabou feita. Quando chegou ao restaurante com familiares, encontrou uma garrafa de vinho já na mesa. O garçom informou que se tratava de “uma cortesia”.
A afirmou que o político jantou, bebeu o vinho e não perguntou o valor da garrafa. Ao fim da refeição, pediu a conta e já estava com a carteira em mãos quando o maître comunicou que a despesa havia sido quitada previamente.
O método é apontado como parte do “modus-operandi” de Vorcaro para conquistar políticos. A aproximação não ocorria de forma brusca, mas por meio de um jogo cuidadoso e demorado.
A Polícia Federal revelou que Vorcaro mantinha uma rede de influência com políticos baseada em vantagens financeiras e benefício mútuo. Relatórios da corporação apontam o custeio de viagens, hotéis e repasses aos senadores e deputado.
Entre os políticos citados, estão o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). A PF descobriu que ele bancou hospedagens para os dois em junho de 2024 em Lisboa para participar de um fórum jurídico, o chamado “Gilmarpalooza”.




